Instrumento orienta pescadores sobre o tamanho adequado do robalo e contribui para a preservação da espécie no Rio São JoãoFoto: Divulgação
Publicado 03/06/2026 09:48
Casimiro de Abreu - Pescadores artesanais de Barra de São João transformaram conhecimento acumulado ao longo de gerações em uma importante ferramenta para a preservação ambiental. A iniciativa, desenvolvida em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Vorá, resultou na criação de uma régua educativa que auxilia na captura sustentável do robalo, uma das espécies mais tradicionais do Rio São João.
Publicidade
A ação ganha destaque no Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado nesta terça-feira (3), como exemplo de como a união entre saber popular, pesquisa científica e gestão ambiental pode gerar resultados concretos para a conservação da biodiversidade e para a manutenção das atividades tradicionais da região.
A régua permite que o pescador identifique rapidamente se o peixe capturado está dentro dos parâmetros permitidos para pesca e comercialização. Caso esteja fora das medidas adequadas, a orientação é que o animal seja devolvido ao rio, contribuindo para a reprodução da espécie e para o equilíbrio ambiental.
Instrumento orienta pescadores sobre o tamanho adequado do robalo e contribui para a preservação da espécie no Rio São João - Foto: Divulgação
Instrumento orienta pescadores sobre o tamanho adequado do robalo e contribui para a preservação da espécie no Rio São JoãoFoto: Divulgação
Segundo o ICMBio, a proposta surgiu a partir de uma demanda da própria comunidade pesqueira durante um projeto desenvolvido na Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João.
Além das medidas recomendadas para captura, o material reúne informações importantes sobre a legislação pesqueira. Por meio de um QR Code, os usuários podem acessar orientações sobre tamanhos mínimos e máximos permitidos, regras da pesca amadora e conteúdos relacionados à preservação dos recursos naturais.
A iniciativa também reforça a importância da participação das comunidades tradicionais nas estratégias de conservação. Para pesquisadores envolvidos no projeto, a experiência demonstra que a proteção ambiental pode caminhar lado a lado com a manutenção dos modos de vida de quem depende diretamente dos recursos naturais para sobreviver.
O Instituto Vorá, parceiro da ação, desenvolve pesquisas voltadas ao conhecimento dos ecossistemas locais e à caracterização da pesca artesanal no Rio São João. Já o ICMBio é responsável pela gestão das unidades de conservação federais e atua na proteção da biodiversidade em todo o país.
A experiência de Barra de São João mostra que pequenas iniciativas podem gerar grandes impactos. Mais do que uma simples ferramenta de medição, a régua do robalo simboliza um compromisso coletivo com o futuro da pesca artesanal e com a preservação de um dos patrimônios naturais mais importantes da região.
 
Leia mais