Publicado 03/08/2025 00:00
“Não vemos as coisas como elas são. Nós as vemos como nós somos” (Anaïs Nin).
PublicidadeA ética precisa penetrar em nós habilmente, aproveitando as brechas deixadas pelo caráter em formação. Deve entrar sem que se perceba, através das frestas talhadas pelas demoradas passagens do tempo.
A mentalidade humana se deteriorou no decorrer do processo evolutivo. Através dos fatos registrados pela história, vemos o alfa e o ômega do que resultou dessa deformação: picos de sabedoria entremeados com abismos de ignorância.
A mentalidade humana se deteriorou no decorrer do processo evolutivo. Através dos fatos registrados pela história, vemos o alfa e o ômega do que resultou dessa deformação: picos de sabedoria entremeados com abismos de ignorância.
Em priscas eras (lembra-se deste termo?) o Homem divino prevalecia e convivia harmoniosamente com seus irmãos e a natureza ao redor.
Entretanto, à medida que o tempo avançava, a mente foi se instalando vigorosamente em nossa constituição, e, com ela, o desejo devorador.
O desequilíbrio seria inevitável entre o que ‘céu’ e ‘terra’ almejavam. Escolhas deveriam ser feitas e o conflito desceu com toda força sobre nossas cabeças.
A matéria densificou-se, o espírito ficou aprisionado nela – o que é natural no decorrer da evolução. O espírito agora tem que se esforçar permanentemente para achar espaço para se expressar e tornar a matéria pouco a pouco mais sutil.
Dentro de nós há uma luta constante entre o “superior” e o “inferior”, cada um tentando fazer com que seus interesses prevaleçam. Essa é uma batalha travada dentro de cada um. O espírito precisa do veículo-matéria para se expressar. Seríamos seres amorfos, incompletos, sem um ou outro, mas a matéria precisa ser domesticada pela força de vontade espiritual.
Luz e sombra convivem em nosso ser. Não podemos ignorar as sombras, mas devemos lançar luz sobre elas. Só assim seremos fortes o suficiente para optarmos pela ética, “A verdadeira morada do Ser”.
Sejamos. Podemos. Vamos!
Sejamos. Podemos. Vamos!
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