Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI
Publicado 04/01/2026 00:00
As religiões trazem textos belíssimos sobre a Criação do Mundo. A linguagem costuma ser figurada, alegórica, simbólica, precisando de chaves para desvendar o significado. As mentes científicas e místicas, com maior capacidade de abstração, se concentram e se elevam em busca de obter vislumbres deste Fiat Lux.
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H.P. Blavatsky, em A Doutrina Secreta I, Cosmogênese, p. 312, explica esse início à maneira esotérica:
“O Poder ativo, o ‘Movimento Perpétuo do Grande Sopro’, desperta o Cosmos na aurora de cada novo Período, pondo-o em ação por meio das duas Forças contrárias, a centrípeta e a centrífuga, que são o masculino e o feminino, o positivo e o negativo, o físico e o espiritual; ambas constituindo a Força Primordial una, e deste modo tornando-a objetiva no plano da Ilusão. Em outras palavras, esse duplo movimento transfere o Kosmos do plano do Ideal eterno ao da manifestação finita.”
Por que os ensinamentos de caráter espiritual demoram para ser absorvidos pela humanidade como um todo? No mesmo volume citado acima, p. 326, Blavatsky cita este comentário de H.T. Buckle, em sua History of Civilization:
“Se uma religião ou filosofia é por demais avançada em relação ao povo, não poderá ter nenhuma repercussão no momento, devendo esperar que os espíritos estejam suficientemente amadurecidos para recebê-la... Toda ciência e toda fé têm seus mártires. Segundo o curso ordinário das coisas, passam algumas gerações, e vem depois outro período em que estas mesmas verdades são havidas como fatos normais; e, um pouco mais tarde, surge outro período durante o qual são proclamadas necessárias, e até as inteligências mais obtusas se admiram de que algum dia houvesse sido possível negá-las.”
Estará a humanidade de hoje mais aberta para as verdades transcendentais?
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