Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI
Publicado 05/04/2026 00:00
O que trago hoje é um sonho que convido você a compartilhar comigo. Procurei e encontrei uma história que retrata este sonho e que se passa durante uma guerra:
“No meio do estrondo das bombas, dois grupos de soldados se viram por acaso atrás do mesmo muro em ruínas. Um grupo vestia verde-oliva; o outro, cinza-escuro. A guerra dizia que eram inimigos. O medo, porém, tinha a mesma cor nos olhos de ambos.
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Trocaram primeiro o silêncio, mais forte que qualquer explosão, depois um olhar desconfiado. Até que um deles tirou do bolso a fotografia amassada de uma menina sorrindo. O outro mostrou um retrato parecido: também uma filha, também um sorriso o aguardando em casa.
A ordem era atirar sem hesitar. Mas ali, naquele intervalo suspenso entre explosões, algo desarmou seus dedos. Falaram de amigos, de família, de mães que rezam, de cachorros que esperam no portão. Descobriram que a língua do afeto não precisa de tradução. Que o frio da trincheira é o mesmo, não importa a bandeira.
As ordens gritavam ‘ataquem’, enquanto o coração sussurrava ‘sobrevivam’. Pensaram no absurdo de serem inimigos por decreto.
Naquela noite, compartilharam pão, água e sonhos em vez de tiros. Desobedeceram à guerra como quem obedece à própria consciência. E foi nascendo uma cumplicidade inimaginável entre eles.
Naquele pedaço de front, por algumas horas, a humanidade venceu a batalha.
já não eram soldados opostos, mas cúmplices de humanidade. E entenderam que, às vezes, a maior coragem é recusar-se a odiar.”
É apenas um sonho, mas será que se muitos o sonharem poderá se tornar realidade um dia, em algum lugar desta casa UNA de Deus, de Allah, de Jeová?

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