Publicado 12/04/2026 00:00
O ditado diz que se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia. Este é bem o espírito de nossos tempos. Tudo tem um preço a ser cobrado; poucas coisas são compartilhadas desinteressadamente.
PublicidadeJá fui locutor esportivo no início de minha carreira, em Ponte Nova-MG. O brilhante narrador Luiz Carlos Silva era meu repórter de campo. Sempre amei futebol e desde menino, sem dinheiro para o ingresso, chegava cedo ao estádio esperando que alguma alma boa me colocasse para dentro. Às vezes eu só conseguia entrar aos quarenta minutos do segundo tempo, mas já valia. Do alambrado, olhava embevecido a mágica do entrosamento pernas-e-bola desenrolar-se à minha frente naqueles frenéticos cinco minutos.
Em 1969 fui estudar em Belo Horizonte. Início do Mineirão. Meu time era o Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Zé Carlos, Natal, Nelinho, Raul no gol... Depois meu time se tornou Reinaldo F.C., conterrâneo e ídolo do Atlético Mineiro.
Na infância, o clube para quem meu coração escolheu torcer foi o Fluminense. Acompanhava os jogos pelo radinho de pilha. Me emocionava com as defesas de Castilho, a segurança de Altair e os gols de Amoroso.
Quem se lembra? Em meados da década de 1970, já no Rio de Janeiro, não perdia um jogo da “máquina tricolor”, ideia genial do presidente Francisco Horta. Que maravilha ver jogar craques como Félix, Carlos Alberto Torres, Doval, Gérson, Rivelino, Paulo César Caju, Gil, Carlos Alberto Pintinho, Cafuringa... Nem é preciso falar das seleções de 1970 e 1982. Puro encantamento.
Fiquei mal ou bem acostumado com jogos de altíssimo nível. Mas de fato a ideia de escrever esta crônica veio ao relembrar um pequeno trecho da excelente biografia de João Havelange, ‘JOGO DURO’, escrita por Ernesto Rodrigues. Na preparação para a copa de 1958, Havelange decidiu contratar um psicólogo. Entendeu que os jogadores precisavam desta ajuda. E deu certo. Será que hoje essa ajuda também se faz necessária?
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