Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI
Publicado 19/04/2026 00:00
O grande jornalista-pensador Millor Fernandes, entre centenas de aforismos certeiros, desferiu: "Ninguém pode ser incorruptível antes de roubar 1 milhão de dólares."
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C. G. Jung chamou a atenção – praticamente gritando – para o fato de que o ser humano tem um lado sombra, não luminoso, que não deve ser desconsiderado de maneira nenhuma. É um perigo negligenciar esse aspecto sombrio de nossa natureza. A omissão tem acarretado hecatombes devastadoras para a humanidade como um todo: guerras, corrupção desenfreada, ataques à natureza, atos egoístas que podem atingir alguns indivíduos, milhões ou bilhões de seres.
Como a sociedade é construída sobre bases fundamentadas na hipocrisia, que resvala na impunidade para os altos escalões, o bom exemplo não vem de cima, e assim a mediocridade se impõe como norma.
É do anedotário jurídico esta sentença: “Tenho aprendido tanto com meus erros, que estou pensando em cometer mais alguns.” O humor é uma poderosa válvula de escape. Só o bobo da corte tinha permissão para falar algumas verdades ao rei, sem ser morto.
Só se pode mudar a si mesmo. O mundo de fato só muda quando os misteriosos e inevitáveis ciclos de transição se apresentam; os ciclos determinam mudanças que hão de vir, o homem é apenas agente e reagente delas. Como 1 Retorno de Saturno coletivo.
“A Lucidez Implacável” é um título intrigante que retirei de um livro sufi; sufismo é o inspirador aspecto místico do Islã. Todo ser humano precisa de um bom tratamento psicológico-espiritual. Quem não precisa é porque já passou por ele em outra etapa da vida; já aprendeu com as dores que causou e que sofreu a partir dos erros crassos que cometeu contra a dignidade humana. Um dia vamos chegar lá. Enquanto isso, só nos cabe viver e aprender sobre o real sentido da condição humana. E colaborar com ela!

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