Fernando Mansur - colunistaSABRINA NICOLAZZI
Publicado 26/04/2026 00:00
Estive pensando nesse tipo de acordo que precede um casamento: comunhão total de bens, comunhão parcial de bens ou separação de bens.
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Tudo isso diz respeito aos bens materiais; mas e quanto aos bens espirituais que cada um traz consigo?! São esses bens espirituais, os valores internos, que de fato enriquecerão o casamento, que darão combustível para uma convivência duradoura.
É a qualidade da vida interior dos cônjuges que vai permitir que eles atravessem as tempestades normais de um relacionamento.
Quais são os bens espirituais que se pode levar para o casamento, aquilo que cada um construiu antes de conhecer a outra pessoa? Que educação cada um recebeu e aprimorou? Que valores foram desenvolvidos? E depois do casamento, o quanto o convívio enriqueceu os dois? O que cada um contribuiu para que o outro crescesse interiormente e também externamente? O incentivo para o crescimento profissional, estímulo para novos estudos, o apoio nas horas em que desafios precisavam ser enfrentados e tantas outras situações imprevistas que exigem confiança, parceria, cumplicidade...
Cada vez mais o casamento é um prato difícil de ser temperado. Em geral, carecemos de autoconhecimento, tão visceral e cada vez mais essencial nas relações contemporâneas. Para não falar dos incontáveis desejos que batem à nossa porta o tempo todo, nos afastando do caminho do amadurecimento. Os ciclos não se completam, as luzes se apagam antes mesmo de serem totalmente acesas.
Bens materiais são muito importantes e valem mais quando acoplados aos valores mais nobres da condição humana, aquilo que não muda com o tempo, só cresce, só enriquece, quando se lhe tem apreço. Bem maior que por ser tão valioso não tem preço, não se compra, não se vende, se aprende, se reparte, como arte, no sagrado tear da convivência.


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