Publicado 10/05/2026 00:00
Nosso interior vem sendo cultivado? Quando precisarmos fugir das confusões do mundo, cada vez maiores, encontraremos refúgio dentro de nós mesmos? Temos cultivado amizades, nos empenhamos em ampliar nosso círculo de relacionamentos e de atividades saudáveis? Mas, principalmente, ao longo dos anos temos nos ocupado em arejar nosso templo interno?
PublicidadeEm alguns momentos cruciais, é só lá que vamos encontrar a paz verdadeira, um lugar tranquilo onde podemos nos sentar sob a árvore da serenidade e rememorar as sementes semeadas, nossas ações e seus frutos, a educação recebida e transmitida, as viagens realizadas, os bons livros lidos, os filmes assistidos, a lições aprendidas e aquelas ainda por aprender. Os pedidos da Alma têm sido atendidos?
Enquanto temos tempo, devemos nos preocupar com o cultivo do jardim que cresce dentro de nós, regar as plantas, retirar as ervas daninhas, abrir as janelas da alma e deixar entrar o sol.
O externo é importante, mas é efêmero e certas situações da vida o põem à prova, levando-nos a relativizar convicções que, de repente, tornam-se obsoletas. As dores humanas são muito grandes, às vezes inexplicáveis à luz da razão. Não podemos culpar ou reverenciar um “Deus” antropomórfico, quando é nossa responsabilidade o rumo e as circunstâncias que se nos apresentam e que escolhemos viver, levados por um ainda incipiente livre-arbítrio.
Temos amigos notáveis, visíveis e invisíveis que estarão conosco se formos merecedores dessa aproximação. Guardemos para eles um cantinho especial da nossa casa, junto ao coração, e eles saberão que também podem contar conosco em algum trabalho essencial, visitando-nos sempre que sentirem que nossas portas estão abertas para eles, para a Vida. Sejamos bons anfitriões! Enquanto há tempo. Podemos. Vamos!
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