Colunista fernando mansurdivulgação
Publicado 28/06/2026 00:00
A criança não é uma tábula rasa. Imagine um colar de contas; cada conta representando uma vida; o resultado de cada vida sendo engastado no colar... Poderíamos pensar nessas contas pessoais como nossos próprios ancestrais. Independentemente dos pais que tivemos em cada jornada, em essência somos filhos de nós mesmos. Nós nos geramos: vale a pena meditar nessa ideia!
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O minuto seguinte é a reencarnação do minuto passado.
Seguindo essa linha de raciocínio, podemos inferir que quando nascemos trazemos conosco – como armazenado em um chip – algum registro de experiências anteriores, cujos resultados tenderão a desabrochar no decorrer da existência. É claro que sentiremos a influência da hereditariedade, da educação, da religião, do nosso meio, enfim. Mas chegamos aqui já trazendo nosso fardo de tendências, vícios, qualidades, luz e sombra.
A hora, o dia, o mês e o ano de nascimento possivelmente pesarão em nosso “destino” e a maneira como utilizarmos o livre-arbítrio será fundamental.
A criança costuma ter reminiscências e visões abstratas, reconhecendo natural e inconscientemente uma espécie de continuidade, como se algo do passado estivesse ali presente. Como adultos, geralmente perdemos essa conexão, e já não pensamos no “espinhoso problema da relação entre o homem eterno e o homem terreno no tempo e espaço” (Jung).
A Vida é uma Unidade, que vai além das contas do próprio colar, e de vez em quando poderia ser benéfico nos lembrar do ser infinito que somos. Que essa lembrança nos auxilie a não nos perdermos de nós mesmos.
Pense: que conta vamos levar desta vez para engastar no colar?
Meditemos. Podemos. Vamos!
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