Publicado 09/08/2025 00:00
Na visão reencarcionistas, a morte não é o fim da existência, mas sim a separação do espírito do corpo físico. Entenda-se o espírito como a mente, a consciência, o ser imortal. Quando o coração para e a vida biológica cessa, o espírito se desprende do corpo em um processo chamado desencarnação.
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No momento do desencarne, há o desprendimento do espírito. Só que o desligamento do espírito não é instantâneo. Ele ocorre de forma gradual, como um pássaro que se solta da gaiola. A rapidez desse processo varia de pessoa para pessoa. A forma como a pessoa viveu sua vida — seus pensamentos, sentimentos e ações — influencia diretamente essa transição.
Pessoas elevadas e desapegadas da matéria podem ter um desprendimento mais rápido e tranquilo, como um "sono pacífico", despertando logo para a nova realidade espiritual. Pessoas muito apegadas aos bens materiais, aos prazeres físicos ou que vivem de forma egoísta podem ter um desligamento mais difícil e demorado. Elas podem se manter ligadas ao corpo físico por algum tempo, experimentando uma grande confusão mental e não percebendo que já morreram.
Após o desencarne, o espírito entra em um estado de perturbação. Isso é como um torpor ou um desmaio, onde a mente fica confusa e as ideias não são claras. A duração desse estado também depende do grau de evolução e da moralidade do espírito em vida. Para espíritos mais evoluídos, a perturbação é breve, e logo eles despertam para a realidade do plano espiritual, com a ajuda de outros espíritos benfeitores.
Para espíritos menos evoluídos, a perturbação pode durar horas, dias ou, até mesmo, anos. Eles podem se sentir perdidos, continuar tentando viver a vida como se ainda estivessem encarnados, e não aceitar a morte do corpo físico.
O mais importante na nossa visão é que a individualidade da pessoa não se perde. A mente e a consciência continuam existindo no espírito. Todos os pensamentos, sentimentos, memórias e a personalidade construída em vida são preservados. Por isso, a pessoa que desencarna permanece a mesma, com suas qualidades e defeitos.
O corpo espiritual, ou perispírito, que serviu de elo entre o espírito e o corpo físico, continua a existir, mas agora sem a matéria densa. É por meio do perispírito que o espírito mantém suas sensações e interage no mundo espiritual.
Em resumo, quando o coração para, a mente não se apaga. Ela se liberta da matéria e continua sua jornada, entrando em um novo estado de existência, mas com a mesma individualidade e consciência que tinha em vida. O que determina a tranquilidade ou a dificuldade dessa transição é a forma como a pessoa viveu.
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