Arte coluna Alem da vida 28 fevereiro 2026.Arte Paulo Márcio
Publicado 28/02/2026 00:00
Essa é uma daquelas perguntas que abre um leque fascinante de perspectivas, dependendo da linha filosófica ou religiosa que seguimos. No espiritismo e demais correntes reencarnacionistas - a resposta curta é: nem sempre a decisão é do espírito.
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A ideia de que "eu escolho tudo" é um pouco romântica demais para a realidade do aprendizado espiritual. O nível de autonomia, por exemplo. A decisão depende da maturidade do espírito.
Espíritos conscientes são aqueles com maior autoconhecimento e equilíbrio que podem sugerir a família, o local e até as provas que desejam enfrentar para evoluir mais rápido.
Espíritos em evolução inicial são para os que ainda estão muito apegados a vícios ou emoções densas, quando a reencarnação costuma ser compulsória. É como uma "matrícula automática" na escola: o espírito precisa voltar para aprender, e mentores espirituais organizam o cenário que será mais produtivo para ele.
Onde e quando reencarnar, afinal? O destino não é aleatório. Ele segue leis magnéticas. Geralmente reencarnamos com quem temos laços de amor ou conflitos pendentes. O ambiente social e geográfico é escolhido com base no que o espírito precisa vivenciar (privação, abundância, desafios culturais, etc.).
Um detalhe importante: embora o espírito ajude a traçar o roteiro, o esquecimento ao nascer faz parte do jogo. Isso serve para que nossas escolhas na Terra sejam autênticas e não apenas "scriptadas". O processo de escolha da família é uma necessidade pedagógica, uma afinidade magnética e, em alguns casos, acordos prévios. Não é apenas uma questão de "quem eu gosto", mas sim de "quem é o melhor parceiro para o meu crescimento".
Aqui estão os pilares que sustentam essa escolha:
1. A Lei de Afinidade e Magnetismo
No mundo espiritual, o semelhante atrai o semelhante. Espíritos que possuem a mesma sintonia vibratória ou interesses comuns tendem a ser agrupados. Laços de amor: famílias que se dão bem geralmente são reuniões de amigos de longa data (outras vidas) que voltam para fortalecer esses laços. Laços de conflito: muitas vezes, o espírito é colocado em uma família com a qual tem sérias divergências passadas. O objetivo é forçar a reconciliação através do convívio diário e do laço biológico (o amor de pais e filhos).
2. O planejamento reencarnatório
Raramente, o espírito decide isso isolado em um vácuo. Existe um "projeto". Genética: os mentores buscam pais que possam fornecer o corpo físico adequado às necessidades do espírito. Se o espírito precisa aprender a humildade através de uma limitação física, por exemplo, a herança genética dos pais deve permitir isso. Ambiente social: A escolha da família define se você nascerá na riqueza, na pobreza, em um ambiente intelectual ou em um meio de muita luta. Cada cenário serve como uma "ferramenta de trabalho".
O "contrato" de aceitação
Na visão espiritualista, ninguém nasce em uma família sem que haja uma concordância em algum nível (seja do espírito, dos pais ou da lei maior). Aceitação dos pais, por exemplo. Muitas vezes, antes de engravidar, o casal (em espírito, durante o sono) aceita o compromisso de receber aquele filho específico. Aceitação do filho: o espírito que vai nascer aceita o desafio, entendendo que aqueles pais são os "professores" ideais para o que ele precisa aprender agora.
E, finalmente, os casos de "urgência" ou compulsórios. Nem todo mundo escolhe com calma. Em casos de espíritos muito perturbados ou que precisam de uma reencarnação rápida para não perderem o equilíbrio, a espiritualidade superior faz uma intervenção direta. Eles são encaminhados para famílias que têm a estrutura (ou o débito) necessária para recebê-los, sem que o espírito tenha plena consciência da escolha.
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