Publicado 24/08/2025 13:11 | Atualizado 24/08/2025 13:12
Em uma das primeiras entrevistas — a mais quente de todas! — após assumir a franquia, Rodrigo Ferro mostrou que chegou para chacoalhar o universo da beleza. Bancou a permanência de Gabriela Lacerda no trono, prometeu devolver o Miss Universo Brasil à televisão aberta e anunciou Julia Gama como seu braço direito na operação. Com discurso firme sobre transparência, investimento milionário e resgate das tradições, Ferro deixou claro: “Justiça é um valor central e será a base da nossa gestão.”
PublicidadeAndrei Lara: O que motivou a aceitar o desafio de comandar uma franquia nacional como o Miss Universo Brasil?
Rodrigo Ferro: Enxerguei uma oportunidade única de mostrar a capacidade de transformação do concurso como negócio. O Miss Universe Brasil sempre teve uma história importante, com momentos muito bons, mas também com pontos que precisavam ser melhorados. Como empreendedor, vi um universo de possibilidades: um negócio que, aliado à paixão, pode entregar algo grandioso. Acredito que podemos transformar totalmente o mundo miss no formato em que ele vinha acontecendo até hoje. Isso significa respeitar e resgatar o que deu certo no passado, mas também olhar para o futuro com inovação e profissionalismo. No fim, são três pilares que me motivaram: o business, a paixão e a oportunidade. Juntos, eles permitem construir credibilidade e uma entrega de alto nível, considerando também todo o ecossistema que já existe. E quero destacar: os apoiadores e apaixonados pelo mundo miss serão ouvidos — algo que percebo não ter acontecido nos últimos anos. Com união e o apoio de todos, tenho certeza de que vamos fazer história.
Andrei Lara: Pensando como empresário, você vê o concurso como uma oportunidade de negócios ou como um projeto mais institucional e de propósito?
Rodrigo Ferro: As duas coisas. Mas se eu dividir um pouco na minha visão, o concurso em si, o nacional, é a finalização de um projeto que tem que começar na base. O que eu percebo é que preciso fortalecer muito — e instruir de uma maneira correta — a base, os franqueados regionais. Por quê? Porque só teremos um bom estadual se tivermos bons regionais. E, consequentemente, só teremos um nacional com a grandeza que ele obrigatoriamente precisa ter se fortalecermos a base. Então, o evento final, o Miss Universe Brasil, será, sim, grandioso. Ele será um grande espetáculo, mas ao mesmo tempo estará contando a história de uma franquia que começa lá na ponta, com instruções claras, bem desenhadas e que, nas próximas semanas, nós vamos colocar em prática. Todos os franqueados regionais terão um calendário preciso, vão entender o formato que queremos e, principalmente, contarão com o apoio da franquia nacional. Eu olho para tudo isso como um organismo grande. O Brasil é continental, e eu preciso enxergar a pluralidade do país e das nossas mulheres, garantindo que essa representatividade realmente aconteça. Portanto, não é tão simples. Não é só um negócio, não é apenas institucional — é algo maior. Estou terminando esse desenho junto com uma equipe muito boa, com experiência tanto no mundo miss quanto no business. Certamente, o que todo mundo pode esperar é um grande evento, mas, mais do que isso, uma organização como nunca se fez antes no Miss Universe Brasil. Essa estrutura será diferente. Eu acredito até que pode servir de inspiração para outras franquias menores se espelharem. E isso não tem nada de arrogante ou prepotente — é apenas o olhar de um homem de negócios que enxergou no Miss Universe Brasil uma paixão gigantesca e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de transformar o concurso em algo muito maior do que institucional: em um grande evento movido pela paixão e pela visão empreendedora.
Andrei Lara: Considerando o cenário atual do Miss Brasil Universo, com desgaste de imagem e perda de relevância nos últimos anos, o que faz acreditar que esse é um bom investimento em todos os sentidos?
Rodrigo Ferro: A capacidade do time que nós estamos formando tem de realizar e de entregar. Eu não tenho nenhuma dúvida. E a força do Miss Universe, não só no Brasil como no mundo, com uma grande marca, a união de uma grande marca, com uma história relevante e incrível, com uma grande equipe. Nós vamos conseguir alcançar objetivos incríveis. E não estamos aqui só falando de dinheiro, estamos principalmente falando de valor. E nós vamos construir um valor grande. Isso vocês podem esperar.
Andrei Lara: Em uma entrevista recente, você mencionou que vai investir 50 milhões no Miss Universo Brasil. Esse investimento será feito de uma única vez, em um único concurso ou será distribuído ao longo dos anos? Como vai funcionar isso na prática?
Rodrigo Ferro: Todo o dinheiro a ser investido — esse é um número aproximado e que é aquilo que a gente vislumbra que seja necessário — vem de várias formas. Primeiro, eu quero que você entenda que nós estamos fechando parcerias grandes com empresas internacionais, coisa que não existe há muito tempo no Miss Universe Brasil. Segundo, nós já temos uma estrutura grandiosa, que é o próprio Resort Morro dos Anjos — e que deve se tornar a nova casa do mundo miss. Aliás, a primeira casa do Miss Universe Brasil, para que a vencedora se prepare e esteja amparada. Isso também é um investimento que basicamente já existe. Mas, claro, nós faremos isso ao longo dos anos da nossa gestão. Esses recursos não vêm do Rodrigo, basicamente. Eles vêm de todas as parcerias que estamos montando e que anunciaremos nas próximas semanas. O que todos podem esperar é que a nossa posição como franqueado master aqui no país vai utilizar todo o network, todo o conhecimento que temos, para colocar isso a serviço do Miss Universe e deixá-lo grande. Nós não viemos aqui para ficar um ano ou dois. Viemos para ficar muitos anos. Isso faz parte do nosso contrato, de forma inédita. Então, vamos fazer algo sólido, e os números ao longo dos anos podem crescer. Nossa intenção é buscar parceiros de relevância e colocar aqui não só uma estrutura profissional, mas credibilidade, para que todas as grandes marcas queiram estar ao nosso lado. E isso acontecendo, com o sucesso vindo, os números serão ainda mais relevantes.
Andrei Lara: Quando será o Miss Brasil Universo 2026?
Rodrigo Ferro: Não consigo cravar data, mas será após fevereiro. Temos que fazer depois de organizarmos os estaduais, para realizar da melhor forma possível. Vamos anunciar nos próximos dias algumas parcerias com marcas gigantescas.
Andrei Lara: O concurso será televisionado? Sua amizade com o apresentador Ratinho pode facilitar o retorno do Miss Brasil à TV aberta, especialmente em uma emissora popular como o SBT?
Rodrigo Ferro: As conversas estão na mesa, não só com o SBT, mas nós estamos conversando de uma maneira muito séria e a nossa intenção é que, sim, estejamos e voltemos à TV aberta. Essa não é uma promessa, essa é uma missão. Então, eu não posso agora dar detalhes se é SBT, se Record, se Band, enfim, mas saiba que esse é um compromisso e uma missão que eu tenho e vou fazer o impossível para que isso aconteça, porque sei a relevância e a importância disso para o concurso Miss Universe Brasil. Sei também que o próprio concurso merece isso, os fãs e os apaixonados merecem. E o Ratinho, sendo um grande amigo, um grande parceiro, é claro que pode ajudar.
Andrei Lara: Você conhece o antigo coordenador do Miss Universo Brasil, Gerson Antonelli, chegaram a ter alguma aproximação ou amizade?
Rodrigo Ferro: Não, eu não conheço e não tivemos nenhuma conversa.
Andrei Lara: A palavra “transparência” foi uma das mais citadas durante o anúncio da nova gestão. Na prática, o que o público e os envolvidos podem esperar de concreto em relação a isso?
Rodrigo Ferro: Tudo, tudo o que for possível. Nada será feito de maneira excusa. Não só os concursos, quanto às escolhas, quanto às votações, quanto aos jurados. Não haverá um mínimo de oportunidade para aquilo que não seja justo e adequado. A transparência é um dos pilares da minha gestão, e podem cobrar e podem esperar. Claro que controvérsias podem haver, mas a transparência de resultados e das nossas escolhas sempre será pautada.
Andrei Lara: Como será feita a escolha dos coordenadores estaduais? Quais serão os critérios adotados para garantir qualidade, comprometimento e também alinhamento com os novos valores da franquia?
Rodrigo Ferro: Bom, eu venho num ano de transição. Então, no primeiro momento, estamos conversando com os novos franqueados que estavam na franquia e eu já abri — acho que há dois dias, se não me engano há três — as inscrições, e já recebemos centenas de inscrições para os novos franqueados. Nós estamos escrevendo quais serão os critérios para que todas as reuniões sejam pautadas da mesma forma e para que a gente possa escolher. Mas é claro que a experiência é fundamental, a paixão pelo negócio é fundamental e a habilidade de entregar também dentro desta nova forma de fazer com que tudo aconteça. Só não se esqueça daquilo que eu disse no começo: nós vamos fortalecer — e muito — o nosso vínculo também com os franqueados regionais. Por quê? Porque não teremos estaduais fortes sem os regionais fortes. Então, a estrutura será muito maior e toda ela é cuidada pela nossa estrutura master.
Andrei Lara: Você convidou Julia Gama, uma das misses brasileiras mais respeitadas dos últimos anos, para liderar a operação da franquia. De que forma essa colaboração pode fortalecer o concurso e contribuir para essa nova fase?
Rodrigo Ferro: Veja, eu como empresário preciso trazer pessoas que conheçam bastante do segmento. A Julia é um nome extremamente relevante hoje no mundo miss, com experiência internacional, habilidade, conhecimento e com todo um network muito importante. Ela já foi Miss, já se preparou, já sofreu, já conquistou. Então, acho fundamental ter profissionais como a Julia ao lado da franquia. Eu fiz o convite e ela aceitou. Então, ela estará conosco na organização da franquia aqui no Brasil.
Andrei Lara: Qual será o papel da Julia exatamente?
Rodrigo Ferro: A Júlia é a gestora técnica, é o meu braço técnico, é quem entende do mundo miss e os meus olhos aqui. Mas não será só ela. Conversei hoje e já adianto que vou iniciar diálogos com várias outras misses, como Natália Guimarães, entre muitas outras. Precisamos de ajuda, de apoio, de conselhos — e também dos fãs, pois abriremos formatos de participação para ouvi-los. Estamos entrando em uma grande fase de transição entre passado e futuro. Não estamos aqui para dizer que seremos “muito melhores”, mas faremos isso em conjunto. E é isso que vocês podem esperar. A Julia está absolutamente alinhada com esse propósito, com essa forma de conduzir os negócios. Ela tem experiência, e tenho certeza de que vai ajudar muito a colocar tudo isso em prática.
Andrei Lara: Gabriela Lacerda foi eleita Miss Brasil Universo ainda sob a gestão anterior. Ela será a sua escolhida para ser a Miss Universo Brasil 2025? Até quando essa indefinição será mantida? Não está na hora de oficializar essa posição?
Rodrigo Ferro: Eu prezo muito pela transparência e pelo senso de justiça. Se o concurso foi feito como foi, eu não estava presente naquela gestão e, por isso, não posso hoje dizer que aquele concurso foi invalidado. Muitos podem achar que tecnicamente eu poderia, mas não seria justo nem correto — não com a Gabriela. Quando conversei com ela, nos últimos dias, percebi uma postura muito forte: em momento algum culpou o passado pelos problemas que enfrentou. Ela carrega o carinho, o sonho realizado e um potencial que ainda não foi maximizado. Um dos grandes compromissos da Julia [Gama] é justamente recebê-la nesta nova casa do Miss Universe Brasil, oferecendo o apoio e a estrutura que ela não teve até agora. Respeito profundamente a Gabriela. Entre as 27 candidatas que estavam no concurso, todas nomeadas da mesma forma, ela venceu. Não vi nenhuma ação concreta contra o resultado desde então. Portanto, não serei eu quem vai usar o poder para dizer “você não é a Miss Brasil” ou impor outra escolha porque eu paguei pela franquia. Não se trata de dinheiro — trata-se de valores. E o valor maior é fazer as coisas de forma séria e correta. Existe uma torcida apaixonada, tanto dos que apoiam quanto dos que criticam a Gabriela, mas que reconhecem que, por justiça, ela deve continuar. E como gestor, justiça é um valor central. Eu não conheço o antigo gestor, não acompanhei aquele concurso, mas não vi nada concreto que o inviabilizasse, apenas opiniões contrárias. Isso não é motivo suficiente. E vamos para a Tailândia. Vamos fazer o melhor! Podem contar com transparência e justiça em tudo.
Andrei Lara: O que percebo é que desde sua eleição, a Gabriela pouco evoluiu. A miss, quando vence o Miss Brasil, naturalmente se transforma, mas isso ainda não aconteceu com ela. Além disso, sua comunicação com os fãs é um ponto frágil: ela tem sido apática nesse contato, o que contribuiu para que não fosse tão querida, independentemente da gestão anterior.
Rodrigo Ferro: Nos próximos dias, daremos início a um trabalho inédito de aproximação com os fãs, redesenho da sua preparação e fortalecimento da sua imagem. Ela já começou a se aprimorar desde fevereiro, mas não demonstrou isso ao público. Agora, com apoio técnico e estrutural, ela terá condições reais de transformar essa percepção. Como franqueado, considero minha obrigação oferecer estrutura, preparação e suporte para que nossas misses se destaquem. A Gabriela terá esse suporte, e tenho certeza de que a visão sobre ela mudará. Queremos que os fãs entendam que fazem parte desta franquia e que juntos construiremos o sucesso de quem nos representa.
Andrei Lara: Nos últimos anos vimos polêmicas envolvendo a quebra de tradições simbólicas, como a ausência de passagem de coroa entre uma miss e outra. Como você pretende resgatar esses rituais que são tão importantes para a história e também para o imaginário do público, e que os fãs dos concursos se sentem tão representados quando isso acontece e ficam odiosos quando isso não ocorre?
Rodrigo Ferro: Pois é, eu acho um absurdo a quebra de tradição. Nessa, eu fico sem palavras para dar um adjetivo que qualifique. Mas, de qualquer forma, o que os fãs podem esperar é que aquilo que a história mostrar ser adequado será e terá todo o nosso apoio e respaldo. As histórias que ouvi não consigo aqui fazer um juízo de valor. Elas são baseadas muitas vezes em vaidade, em ego e em decisões pessoais movidas por motivos que eu não sei quais foram, mas cujo resultado eu discordo. Quebrar a tradição é sempre, ao meu ver, um erro. O que todos podem esperar de mim é que eu resgate as boas tradições. E, independente da minha vontade, a tradição deve ser respeitada — eu gostando ou não gostando. Então, podem esperar que tudo aquilo de tradicional que tenha sido rompido, durante a nossa gestão não ocorrerá.
Andrei Lara: Rodrigo, a sua esposa, a gente tem visto muito ela participar das suas entrevistas, das suas ações. Qual o papel específico que a sua esposa vai ter dentro do Miss Universo Brasil?
Rodrigo Ferro: A minha esposa, Carla, vai estar sempre ao meu lado, mas como a minha esposa. Ela não tem nenhuma função na operação do Miss Universe Brasil. Ela é a minha mulher, uma mulher por quem eu sou apaixonado, que é a minha companheira, que está sempre ao meu lado e que eu faço questão que esteja comigo. E é claro, o olhar feminino… Enfim, é por valorizar tanto a minha mulher que eu acho que vou conseguir dar ao Miss Universe Brasil uma visão incrível, para empoderarmos e mostrarmos o valor de todas aquelas que participam desse mundo.
Andrei Lara: Especialistas apontam que, para se manter relevante, o concurso precisa investir fortemente na profissionalização das candidatas. Que tipo de suporte técnico, intelectual e emocional está previsto na nova gestão?
Rodrigo Ferro: Todos os tipos. Vai ser um suporte que ocorrerá em todas as áreas importantes — não só na formação, como também no preparo visual e psicológico de todas as nossas misses e candidatas. Como eu falei no começo da entrevista, nós vamos potencializar e fortalecer muito os regionais. É ali que tudo vai nascer. E aí, vamos também dar muito mais motivos para que todas as mulheres estejam conosco, que queiram realizar esse sonho de estar no Miss Universe Brasil. Muitas delas hoje se afastaram, né? E nós vamos resgatar isso.
Rodrigo Ferro: Enxerguei uma oportunidade única de mostrar a capacidade de transformação do concurso como negócio. O Miss Universe Brasil sempre teve uma história importante, com momentos muito bons, mas também com pontos que precisavam ser melhorados. Como empreendedor, vi um universo de possibilidades: um negócio que, aliado à paixão, pode entregar algo grandioso. Acredito que podemos transformar totalmente o mundo miss no formato em que ele vinha acontecendo até hoje. Isso significa respeitar e resgatar o que deu certo no passado, mas também olhar para o futuro com inovação e profissionalismo. No fim, são três pilares que me motivaram: o business, a paixão e a oportunidade. Juntos, eles permitem construir credibilidade e uma entrega de alto nível, considerando também todo o ecossistema que já existe. E quero destacar: os apoiadores e apaixonados pelo mundo miss serão ouvidos — algo que percebo não ter acontecido nos últimos anos. Com união e o apoio de todos, tenho certeza de que vamos fazer história.
Andrei Lara: Pensando como empresário, você vê o concurso como uma oportunidade de negócios ou como um projeto mais institucional e de propósito?
Rodrigo Ferro: As duas coisas. Mas se eu dividir um pouco na minha visão, o concurso em si, o nacional, é a finalização de um projeto que tem que começar na base. O que eu percebo é que preciso fortalecer muito — e instruir de uma maneira correta — a base, os franqueados regionais. Por quê? Porque só teremos um bom estadual se tivermos bons regionais. E, consequentemente, só teremos um nacional com a grandeza que ele obrigatoriamente precisa ter se fortalecermos a base. Então, o evento final, o Miss Universe Brasil, será, sim, grandioso. Ele será um grande espetáculo, mas ao mesmo tempo estará contando a história de uma franquia que começa lá na ponta, com instruções claras, bem desenhadas e que, nas próximas semanas, nós vamos colocar em prática. Todos os franqueados regionais terão um calendário preciso, vão entender o formato que queremos e, principalmente, contarão com o apoio da franquia nacional. Eu olho para tudo isso como um organismo grande. O Brasil é continental, e eu preciso enxergar a pluralidade do país e das nossas mulheres, garantindo que essa representatividade realmente aconteça. Portanto, não é tão simples. Não é só um negócio, não é apenas institucional — é algo maior. Estou terminando esse desenho junto com uma equipe muito boa, com experiência tanto no mundo miss quanto no business. Certamente, o que todo mundo pode esperar é um grande evento, mas, mais do que isso, uma organização como nunca se fez antes no Miss Universe Brasil. Essa estrutura será diferente. Eu acredito até que pode servir de inspiração para outras franquias menores se espelharem. E isso não tem nada de arrogante ou prepotente — é apenas o olhar de um homem de negócios que enxergou no Miss Universe Brasil uma paixão gigantesca e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de transformar o concurso em algo muito maior do que institucional: em um grande evento movido pela paixão e pela visão empreendedora.
Andrei Lara: Considerando o cenário atual do Miss Brasil Universo, com desgaste de imagem e perda de relevância nos últimos anos, o que faz acreditar que esse é um bom investimento em todos os sentidos?
Rodrigo Ferro: A capacidade do time que nós estamos formando tem de realizar e de entregar. Eu não tenho nenhuma dúvida. E a força do Miss Universe, não só no Brasil como no mundo, com uma grande marca, a união de uma grande marca, com uma história relevante e incrível, com uma grande equipe. Nós vamos conseguir alcançar objetivos incríveis. E não estamos aqui só falando de dinheiro, estamos principalmente falando de valor. E nós vamos construir um valor grande. Isso vocês podem esperar.
Andrei Lara: Em uma entrevista recente, você mencionou que vai investir 50 milhões no Miss Universo Brasil. Esse investimento será feito de uma única vez, em um único concurso ou será distribuído ao longo dos anos? Como vai funcionar isso na prática?
Rodrigo Ferro: Todo o dinheiro a ser investido — esse é um número aproximado e que é aquilo que a gente vislumbra que seja necessário — vem de várias formas. Primeiro, eu quero que você entenda que nós estamos fechando parcerias grandes com empresas internacionais, coisa que não existe há muito tempo no Miss Universe Brasil. Segundo, nós já temos uma estrutura grandiosa, que é o próprio Resort Morro dos Anjos — e que deve se tornar a nova casa do mundo miss. Aliás, a primeira casa do Miss Universe Brasil, para que a vencedora se prepare e esteja amparada. Isso também é um investimento que basicamente já existe. Mas, claro, nós faremos isso ao longo dos anos da nossa gestão. Esses recursos não vêm do Rodrigo, basicamente. Eles vêm de todas as parcerias que estamos montando e que anunciaremos nas próximas semanas. O que todos podem esperar é que a nossa posição como franqueado master aqui no país vai utilizar todo o network, todo o conhecimento que temos, para colocar isso a serviço do Miss Universe e deixá-lo grande. Nós não viemos aqui para ficar um ano ou dois. Viemos para ficar muitos anos. Isso faz parte do nosso contrato, de forma inédita. Então, vamos fazer algo sólido, e os números ao longo dos anos podem crescer. Nossa intenção é buscar parceiros de relevância e colocar aqui não só uma estrutura profissional, mas credibilidade, para que todas as grandes marcas queiram estar ao nosso lado. E isso acontecendo, com o sucesso vindo, os números serão ainda mais relevantes.
Andrei Lara: Quando será o Miss Brasil Universo 2026?
Rodrigo Ferro: Não consigo cravar data, mas será após fevereiro. Temos que fazer depois de organizarmos os estaduais, para realizar da melhor forma possível. Vamos anunciar nos próximos dias algumas parcerias com marcas gigantescas.
Andrei Lara: O concurso será televisionado? Sua amizade com o apresentador Ratinho pode facilitar o retorno do Miss Brasil à TV aberta, especialmente em uma emissora popular como o SBT?
Rodrigo Ferro: As conversas estão na mesa, não só com o SBT, mas nós estamos conversando de uma maneira muito séria e a nossa intenção é que, sim, estejamos e voltemos à TV aberta. Essa não é uma promessa, essa é uma missão. Então, eu não posso agora dar detalhes se é SBT, se Record, se Band, enfim, mas saiba que esse é um compromisso e uma missão que eu tenho e vou fazer o impossível para que isso aconteça, porque sei a relevância e a importância disso para o concurso Miss Universe Brasil. Sei também que o próprio concurso merece isso, os fãs e os apaixonados merecem. E o Ratinho, sendo um grande amigo, um grande parceiro, é claro que pode ajudar.
Andrei Lara: Você conhece o antigo coordenador do Miss Universo Brasil, Gerson Antonelli, chegaram a ter alguma aproximação ou amizade?
Rodrigo Ferro: Não, eu não conheço e não tivemos nenhuma conversa.
Andrei Lara: A palavra “transparência” foi uma das mais citadas durante o anúncio da nova gestão. Na prática, o que o público e os envolvidos podem esperar de concreto em relação a isso?
Rodrigo Ferro: Tudo, tudo o que for possível. Nada será feito de maneira excusa. Não só os concursos, quanto às escolhas, quanto às votações, quanto aos jurados. Não haverá um mínimo de oportunidade para aquilo que não seja justo e adequado. A transparência é um dos pilares da minha gestão, e podem cobrar e podem esperar. Claro que controvérsias podem haver, mas a transparência de resultados e das nossas escolhas sempre será pautada.
Andrei Lara: Como será feita a escolha dos coordenadores estaduais? Quais serão os critérios adotados para garantir qualidade, comprometimento e também alinhamento com os novos valores da franquia?
Rodrigo Ferro: Bom, eu venho num ano de transição. Então, no primeiro momento, estamos conversando com os novos franqueados que estavam na franquia e eu já abri — acho que há dois dias, se não me engano há três — as inscrições, e já recebemos centenas de inscrições para os novos franqueados. Nós estamos escrevendo quais serão os critérios para que todas as reuniões sejam pautadas da mesma forma e para que a gente possa escolher. Mas é claro que a experiência é fundamental, a paixão pelo negócio é fundamental e a habilidade de entregar também dentro desta nova forma de fazer com que tudo aconteça. Só não se esqueça daquilo que eu disse no começo: nós vamos fortalecer — e muito — o nosso vínculo também com os franqueados regionais. Por quê? Porque não teremos estaduais fortes sem os regionais fortes. Então, a estrutura será muito maior e toda ela é cuidada pela nossa estrutura master.
Andrei Lara: Você convidou Julia Gama, uma das misses brasileiras mais respeitadas dos últimos anos, para liderar a operação da franquia. De que forma essa colaboração pode fortalecer o concurso e contribuir para essa nova fase?
Rodrigo Ferro: Veja, eu como empresário preciso trazer pessoas que conheçam bastante do segmento. A Julia é um nome extremamente relevante hoje no mundo miss, com experiência internacional, habilidade, conhecimento e com todo um network muito importante. Ela já foi Miss, já se preparou, já sofreu, já conquistou. Então, acho fundamental ter profissionais como a Julia ao lado da franquia. Eu fiz o convite e ela aceitou. Então, ela estará conosco na organização da franquia aqui no Brasil.
Andrei Lara: Qual será o papel da Julia exatamente?
Rodrigo Ferro: A Júlia é a gestora técnica, é o meu braço técnico, é quem entende do mundo miss e os meus olhos aqui. Mas não será só ela. Conversei hoje e já adianto que vou iniciar diálogos com várias outras misses, como Natália Guimarães, entre muitas outras. Precisamos de ajuda, de apoio, de conselhos — e também dos fãs, pois abriremos formatos de participação para ouvi-los. Estamos entrando em uma grande fase de transição entre passado e futuro. Não estamos aqui para dizer que seremos “muito melhores”, mas faremos isso em conjunto. E é isso que vocês podem esperar. A Julia está absolutamente alinhada com esse propósito, com essa forma de conduzir os negócios. Ela tem experiência, e tenho certeza de que vai ajudar muito a colocar tudo isso em prática.
Andrei Lara: Gabriela Lacerda foi eleita Miss Brasil Universo ainda sob a gestão anterior. Ela será a sua escolhida para ser a Miss Universo Brasil 2025? Até quando essa indefinição será mantida? Não está na hora de oficializar essa posição?
Rodrigo Ferro: Eu prezo muito pela transparência e pelo senso de justiça. Se o concurso foi feito como foi, eu não estava presente naquela gestão e, por isso, não posso hoje dizer que aquele concurso foi invalidado. Muitos podem achar que tecnicamente eu poderia, mas não seria justo nem correto — não com a Gabriela. Quando conversei com ela, nos últimos dias, percebi uma postura muito forte: em momento algum culpou o passado pelos problemas que enfrentou. Ela carrega o carinho, o sonho realizado e um potencial que ainda não foi maximizado. Um dos grandes compromissos da Julia [Gama] é justamente recebê-la nesta nova casa do Miss Universe Brasil, oferecendo o apoio e a estrutura que ela não teve até agora. Respeito profundamente a Gabriela. Entre as 27 candidatas que estavam no concurso, todas nomeadas da mesma forma, ela venceu. Não vi nenhuma ação concreta contra o resultado desde então. Portanto, não serei eu quem vai usar o poder para dizer “você não é a Miss Brasil” ou impor outra escolha porque eu paguei pela franquia. Não se trata de dinheiro — trata-se de valores. E o valor maior é fazer as coisas de forma séria e correta. Existe uma torcida apaixonada, tanto dos que apoiam quanto dos que criticam a Gabriela, mas que reconhecem que, por justiça, ela deve continuar. E como gestor, justiça é um valor central. Eu não conheço o antigo gestor, não acompanhei aquele concurso, mas não vi nada concreto que o inviabilizasse, apenas opiniões contrárias. Isso não é motivo suficiente. E vamos para a Tailândia. Vamos fazer o melhor! Podem contar com transparência e justiça em tudo.
Andrei Lara: O que percebo é que desde sua eleição, a Gabriela pouco evoluiu. A miss, quando vence o Miss Brasil, naturalmente se transforma, mas isso ainda não aconteceu com ela. Além disso, sua comunicação com os fãs é um ponto frágil: ela tem sido apática nesse contato, o que contribuiu para que não fosse tão querida, independentemente da gestão anterior.
Rodrigo Ferro: Nos próximos dias, daremos início a um trabalho inédito de aproximação com os fãs, redesenho da sua preparação e fortalecimento da sua imagem. Ela já começou a se aprimorar desde fevereiro, mas não demonstrou isso ao público. Agora, com apoio técnico e estrutural, ela terá condições reais de transformar essa percepção. Como franqueado, considero minha obrigação oferecer estrutura, preparação e suporte para que nossas misses se destaquem. A Gabriela terá esse suporte, e tenho certeza de que a visão sobre ela mudará. Queremos que os fãs entendam que fazem parte desta franquia e que juntos construiremos o sucesso de quem nos representa.
Andrei Lara: Nos últimos anos vimos polêmicas envolvendo a quebra de tradições simbólicas, como a ausência de passagem de coroa entre uma miss e outra. Como você pretende resgatar esses rituais que são tão importantes para a história e também para o imaginário do público, e que os fãs dos concursos se sentem tão representados quando isso acontece e ficam odiosos quando isso não ocorre?
Rodrigo Ferro: Pois é, eu acho um absurdo a quebra de tradição. Nessa, eu fico sem palavras para dar um adjetivo que qualifique. Mas, de qualquer forma, o que os fãs podem esperar é que aquilo que a história mostrar ser adequado será e terá todo o nosso apoio e respaldo. As histórias que ouvi não consigo aqui fazer um juízo de valor. Elas são baseadas muitas vezes em vaidade, em ego e em decisões pessoais movidas por motivos que eu não sei quais foram, mas cujo resultado eu discordo. Quebrar a tradição é sempre, ao meu ver, um erro. O que todos podem esperar de mim é que eu resgate as boas tradições. E, independente da minha vontade, a tradição deve ser respeitada — eu gostando ou não gostando. Então, podem esperar que tudo aquilo de tradicional que tenha sido rompido, durante a nossa gestão não ocorrerá.
Andrei Lara: Rodrigo, a sua esposa, a gente tem visto muito ela participar das suas entrevistas, das suas ações. Qual o papel específico que a sua esposa vai ter dentro do Miss Universo Brasil?
Rodrigo Ferro: A minha esposa, Carla, vai estar sempre ao meu lado, mas como a minha esposa. Ela não tem nenhuma função na operação do Miss Universe Brasil. Ela é a minha mulher, uma mulher por quem eu sou apaixonado, que é a minha companheira, que está sempre ao meu lado e que eu faço questão que esteja comigo. E é claro, o olhar feminino… Enfim, é por valorizar tanto a minha mulher que eu acho que vou conseguir dar ao Miss Universe Brasil uma visão incrível, para empoderarmos e mostrarmos o valor de todas aquelas que participam desse mundo.
Andrei Lara: Especialistas apontam que, para se manter relevante, o concurso precisa investir fortemente na profissionalização das candidatas. Que tipo de suporte técnico, intelectual e emocional está previsto na nova gestão?
Rodrigo Ferro: Todos os tipos. Vai ser um suporte que ocorrerá em todas as áreas importantes — não só na formação, como também no preparo visual e psicológico de todas as nossas misses e candidatas. Como eu falei no começo da entrevista, nós vamos potencializar e fortalecer muito os regionais. É ali que tudo vai nascer. E aí, vamos também dar muito mais motivos para que todas as mulheres estejam conosco, que queiram realizar esse sonho de estar no Miss Universe Brasil. Muitas delas hoje se afastaram, né? E nós vamos resgatar isso.
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