Publicado 25/02/2026 16:38
Em meio ao Carnaval, entre entrevistas e aparições públicas, Alexandre Nero decidiu falar sobre um assunto que costuma ficar longe dos holofotes: o limite da mente. O ator conversou com a Coluna Andrei Lara e revelou que precisou desacelerar após uma sequência intensa de trabalhos.
Segundo ele, o desgaste não foi físico. Foi mental. “Chega uma hora que o cérebro já não conecta mais”, afirmou. Nero explicou que o público nem sempre percebe quando os projetos são emendados, mas quem está dentro do processo sente. A rotina de gravações, estudos e memorização constante, somada à exigência emocional de cada personagem, pode virar um peso silencioso.
O ator resumiu o momento com uma frase que chamou atenção: disse que “deu tilt”. A expressão, comum no universo da tecnologia, foi usada para traduzir o que descreveu como um esgotamento que não aparece no corpo, mas interfere diretamente no raciocínio e na concentração.
“Você começa a confundir as coisas. Já não sabe mais o que está fazendo. Nem os textos eu lembrava mais. O corpo fica bem, mas a mente não acompanha”, relatou, ao explicar como a pressão diária pode levar a um tipo de exaustão difícil de colocar em palavras.
No mesmo encontro, Nero também falou sobre Carnaval e revelou simpatia pela Mangueira, mantendo o bom humor característico. Mas, ao tocar no tema do desgaste, foi firme e transparente. Em tempos de produtividade acelerada e cobrança permanente, o depoimento do ator joga luz sobre uma realidade pouco discutida nos bastidores da dramaturgia: o cansaço mental que se acumula, mesmo quando tudo parece estar “bem” por fora.
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