Vini Jr. entrou no debate sobre a relação entre atletas e bets; não há qualquer prova de manipulação por parte do jogadorWilliam Volcov/Parceiro/Agência O Dia
Publicado 11/07/2026 09:00
A eliminação do Brasil para a Noruega terminou no campo, mas o vexame continuou nas redes sociais. Vini Jr., garoto-propaganda da BetNacional, deixou Bruno Guimarães cobrar um pênalti. O chute foi desperdiçado e, como a casa de apostas havia divulgado uma cotação alta para gol do atacante, a internet fez o que sabe fazer de melhor: juntou dois mais dois e chegou direto ao escândalo.
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Não há prova de manipulação. Vini disse que Bruno era o cobrador escolhido, e Carlo Ancelotti confirmou a versão. Mas o estrago já estava feito. Afinal, jogador de futebol anunciando casa de apostas é o tipo de parceria que exige fé demais do torcedor e vergonha de menos do mercado.
E desconfiança não nasceu ontem. A Operação Penalidade Máxima revelou esquemas com cartões, faltas e resultados. Bruno Henrique, do Flamengo, também foi punido por compartilhar informação sensível com o irmão, envolvido em aposta sobre um cartão amarelo. Ou seja, o futebol brasileiro já deu motivos suficientes para o torcedor assistir ao jogo com um olho na bola e outro na cotação.
Ninguém está acusando Vini de manipular partida. O problema é mais simples e mais feio: quando o atleta que decide o jogo também empresta o rosto para quem lucra com cada detalhe dele, até um pênalti mal batido chega com cheiro de recibo.
No futebol das bets, a bola pode não entrar. A pulga atrás da orelha entra sempre.
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