Aristóteles DrummondAristóteles Drummond
Publicado 22/12/2025 00:00
Nestes novos tempos, a maior festa da cristandade, que é o Natal, que integra até o calendário de nações não católicas ou cristãs, o esforço para desvirtuar seu espírito e mensagem ganha cada vez mais espaço.

Natal é festa da família, do congraçamento fraterno. Festa religiosa, nascimento de Jesus, em que sempre aflorou sentimentos nobres da caridade e da solidariedade. O espírito natalino da união e do perdão é uma herança do judaísmo, do qual o cristianismo é uma costela. Hoje já não se conta a história das religiões e seus valores através dos séculos. Perdão nestes dias é para indultar marginais incorrigíveis, que logo voltam ao crime. Ou devolver a magistratura depois de quase vinte anos um homem cercado de suspeições.

O destaque dado por algumas cidades, como Rio, Curitiba, Gramado, Petrópolis, no Brasil, e Lisboa e Paris, na Europa, ajuda a tornar o dia mais do que um feriado e um pretexto para o consumo. Voltam, timidamente, eventos para dar um mínimo de conforto a quem sofre
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O Papa Leão XIV tem mostrado seu compromisso com a doutrina da Igreja e não com segmentos e líderes políticos que de católicos nada têm. Surge uma esperança de ressurgir da Igreja como referência da solidariedade e da união, inclusive entre as religiões, como soube fazer o Santo Padre São João Paulo II.

O mundo, que vive com guerras, crescimento populacional irresponsável, corrupção e baixa qualidade moral, precisa de um Natal à antiga.

A dignidade tão usada pelos demagogos em discursos políticos ao invés de provocar divisões de inspiração ideológica precisa voltar a inspirar a solidariedade e a caridade. É o momento de repartir por amor ao próximo tudo que pudermos seja espiritual ou material.

A festa é do espírito, do amor e da fé, não do consumo a que a maioria sequer tem acesso.

O carismático e exemplar Padre Jorjão, o evangelizador da mocidade carioca, costuma dizer que se todos nós formos melhores o mundo também será melhor. Não foi coincidência o destino levar a vida eclesiástica do Padre Jorjão a Igreja de N Senhora da Paz. A paz desejada não é apenas para terminar conflitos entre países, mas tem de estar presente nas famílias, nas empresas, nas comunidades.

Vale a pena repensar sobre o real e original significado do Natal.
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