Publicado 06/04/2026 00:00
As esquerdas insistem na narrativa de que o movimento cívico-militar de 31 de março de 64 foi um golpe e o regime instituído uma ditadura.
Falsear a verdade diante de fatos mostra total falta de ética e autoridade moral de participar do jogo democrático. Negar 64 como um movimento que uniu a sociedade e as forças vivas da nacionalidade é como negar vacinas, eficiência de urnas eletrônicas e outras falsidades que povoam a política brasileira nos últimos tempos.
Toda a imprensa brasileira, exceto o jornal Última Hora, de Samuel Wainer, apoiou e ajudou a gerar o clima para a eclosão do movimento na hora certa. A maioria das forças políticas representadas no Congresso Nacional apoiou e endossou a indicação do Marechal Castelo Branco, eleito presidente tendo como companheiro de chapa o deputado José Maria Alkmin, político mineiro de alto conceito. E o ex-presidente JK estava entre os que votaram no marechal.
O movimento partiu de Minas Gerais, em proclamação do governador Magalhães Pinto, eleito diretamente, e do comandante militar no estado, General de Divisão Olímpio Mourão Filho. Logo os governadores de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul aderiram. Carlos Lacerda, governador do então Estado da Guanabara, não participou da conspiração, mas apoiou entusiasticamente o movimento.
O país vivia uma agitação sindical e política que alimentava a crise na economia. O presidente João Goulart, pessoalmente um político moderado, não ouviu conselheiros e amigos que o alertaram para a tolerância com os radicais e os eventos com quebra de disciplina militar e grevismo selvagem e, assim, justificou sua queda. Não houve resistência militar, nem popular, ao movimento que não levou 72 horas para se tornar um fato consumado.
O Brasil na época tinha uma elite militar de alto nível, muitos vindos da Força Expedicionária que lutou na Itália, como o próprio Castelo Branco, Cordeiro de Farias e Amaury Kruel. Na Marinha, havia meses que se preparava a reação às provocações da esquerda radical, com manifestações de homens com a relevância de Silvio Heck, Augusto Rademaker, Mario Cavalcanti e Silveira Lobo, entre outros.
O regime só endureceu, tornando-se autoritário em 68, diante da escalada da violência com sequestros de diplomatas, assaltos a bancos, execuções covardes. A repressão nestes casos historicamente acaba fugindo ao controle do comando e descambam para excessos. Foram muitos os militares abatidos nas operações contra a subversão armada.
Falar em ditadura, martelar nos casos de violência, é fugir a realidade do surgimento do Brasil como potência econômica, da instalação de um regime que preferia a meritocracia aos apadrinhamentos políticos, que prezava o decoro no exercício da função pública. Do período, há um acervo imenso de realizações emblemáticas para o país, como as estradas na Amazônia, a ponte ligando o Rio a Niterói – que leva o nome do seu construtor, Presidente Costa e Silva –, Itaipu, Tucuruí e o maior plano habitacional da história, com sete milhões de unidades habitacionais construídas. Além do projeto Carajás, Embrapa e Embraer
Falsear a verdade diante de fatos mostra total falta de ética e autoridade moral de participar do jogo democrático. Negar 64 como um movimento que uniu a sociedade e as forças vivas da nacionalidade é como negar vacinas, eficiência de urnas eletrônicas e outras falsidades que povoam a política brasileira nos últimos tempos.
Toda a imprensa brasileira, exceto o jornal Última Hora, de Samuel Wainer, apoiou e ajudou a gerar o clima para a eclosão do movimento na hora certa. A maioria das forças políticas representadas no Congresso Nacional apoiou e endossou a indicação do Marechal Castelo Branco, eleito presidente tendo como companheiro de chapa o deputado José Maria Alkmin, político mineiro de alto conceito. E o ex-presidente JK estava entre os que votaram no marechal.
O movimento partiu de Minas Gerais, em proclamação do governador Magalhães Pinto, eleito diretamente, e do comandante militar no estado, General de Divisão Olímpio Mourão Filho. Logo os governadores de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul aderiram. Carlos Lacerda, governador do então Estado da Guanabara, não participou da conspiração, mas apoiou entusiasticamente o movimento.
O país vivia uma agitação sindical e política que alimentava a crise na economia. O presidente João Goulart, pessoalmente um político moderado, não ouviu conselheiros e amigos que o alertaram para a tolerância com os radicais e os eventos com quebra de disciplina militar e grevismo selvagem e, assim, justificou sua queda. Não houve resistência militar, nem popular, ao movimento que não levou 72 horas para se tornar um fato consumado.
O Brasil na época tinha uma elite militar de alto nível, muitos vindos da Força Expedicionária que lutou na Itália, como o próprio Castelo Branco, Cordeiro de Farias e Amaury Kruel. Na Marinha, havia meses que se preparava a reação às provocações da esquerda radical, com manifestações de homens com a relevância de Silvio Heck, Augusto Rademaker, Mario Cavalcanti e Silveira Lobo, entre outros.
O regime só endureceu, tornando-se autoritário em 68, diante da escalada da violência com sequestros de diplomatas, assaltos a bancos, execuções covardes. A repressão nestes casos historicamente acaba fugindo ao controle do comando e descambam para excessos. Foram muitos os militares abatidos nas operações contra a subversão armada.
Falar em ditadura, martelar nos casos de violência, é fugir a realidade do surgimento do Brasil como potência econômica, da instalação de um regime que preferia a meritocracia aos apadrinhamentos políticos, que prezava o decoro no exercício da função pública. Do período, há um acervo imenso de realizações emblemáticas para o país, como as estradas na Amazônia, a ponte ligando o Rio a Niterói – que leva o nome do seu construtor, Presidente Costa e Silva –, Itaipu, Tucuruí e o maior plano habitacional da história, com sete milhões de unidades habitacionais construídas. Além do projeto Carajás, Embrapa e Embraer
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.