Publicado 20/04/2026 00:00
Na história da República, a escolha dos vices sempre foi criteriosa e agregadora de apoios. O primeiro vice foi Floriano Peixoto, responsável pelos cuidados no que toca a lealdade. Floriano derrubou Deodoro e acabou governando com o título de vice-presidente, sem referência ao exercício da Presidência.
Mais adiante, foi Nilo Peçanha que assumiu com a morte de Afonso Pena e depois foi decisivo para a eleição de Marechal Hermes. Delfim Moreira assumiu com a morte de Rodrigues Alves, eleito para um segundo mandato, que não pôde exercer. Com a morte trágica de Getúlio Vargas, em 1954, assumiu o vice, João Café Filho, que governou com os adversários do ex-presidente, de quem fora companheiro de chapa. E em 1961, assumiu João Goulart com a renúncia de Jânio Quadros, tendo sido eleito independente do titular, pois na época os votos não eram vinculados. Jango estava em segundo mandato, mas acabou caindo pela ação imprudente de aliados radicais.
Nos anos do movimento de 64, foram cinco vices, sendo que três ilustres políticos mineiros: José Maria Alkmin, Pedro Aleixo e Aureliano Chaves. Na eleição de Tancredo Neves, o vice foi José Sarney, que exerceu todo o mandato, com sucesso e decidido comando, numa transição sem revanchismo, com os militares; não contra eles.
Na redemocratização, assumiu Itamar Franco, com o impedimento de Collor de Mello, sendo que FHC e Lula, nos dois mandatos de cada um, os vices eram homens públicos de referência – Marco Maciel e José Alencar. Michel Temer foi o vice de Dilma Rousseff e, no curto governo, realizou importantes reformas.
Bolsonaro, na eleição que venceu, em 2018, teve no General Mourão o vice com inequívoca liderança militar e sensibilidade política que o levaram a se eleger senador em 2022. Na busca da reeleição, enquanto Lula foi buscar um antigo e severo adversário, Geraldo Alckmin, decidido na sua vitória eleitoral, Bolsonaro, levado por insegurança e isolamento, escolheu um oficial sem maior expressão, que entrou mudo e saiu calado na campanha.
Agora, candidatos a cargos executivos devem observar a importância dos vices, que precisam agregar votos e credibilidade.
Publicidade Mais adiante, foi Nilo Peçanha que assumiu com a morte de Afonso Pena e depois foi decisivo para a eleição de Marechal Hermes. Delfim Moreira assumiu com a morte de Rodrigues Alves, eleito para um segundo mandato, que não pôde exercer. Com a morte trágica de Getúlio Vargas, em 1954, assumiu o vice, João Café Filho, que governou com os adversários do ex-presidente, de quem fora companheiro de chapa. E em 1961, assumiu João Goulart com a renúncia de Jânio Quadros, tendo sido eleito independente do titular, pois na época os votos não eram vinculados. Jango estava em segundo mandato, mas acabou caindo pela ação imprudente de aliados radicais.
Nos anos do movimento de 64, foram cinco vices, sendo que três ilustres políticos mineiros: José Maria Alkmin, Pedro Aleixo e Aureliano Chaves. Na eleição de Tancredo Neves, o vice foi José Sarney, que exerceu todo o mandato, com sucesso e decidido comando, numa transição sem revanchismo, com os militares; não contra eles.
Na redemocratização, assumiu Itamar Franco, com o impedimento de Collor de Mello, sendo que FHC e Lula, nos dois mandatos de cada um, os vices eram homens públicos de referência – Marco Maciel e José Alencar. Michel Temer foi o vice de Dilma Rousseff e, no curto governo, realizou importantes reformas.
Bolsonaro, na eleição que venceu, em 2018, teve no General Mourão o vice com inequívoca liderança militar e sensibilidade política que o levaram a se eleger senador em 2022. Na busca da reeleição, enquanto Lula foi buscar um antigo e severo adversário, Geraldo Alckmin, decidido na sua vitória eleitoral, Bolsonaro, levado por insegurança e isolamento, escolheu um oficial sem maior expressão, que entrou mudo e saiu calado na campanha.
Agora, candidatos a cargos executivos devem observar a importância dos vices, que precisam agregar votos e credibilidade.
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