Publicado 08/06/2026 00:00
O noticiário revelando diálogo objetivo dos dois candidatos do centro liberal conservador, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, carrega a mensagem de que a gravidade da crise na economia e na política, que se aproxima, desperta sentimentos de grandeza e patriotismo e arrefece naturais aspirações dos dois homens públicos.
Enquanto há lideranças que confessam preferir perder a desistir de projeto familiar-eleitoral, os dois admitem uma união com objetivo de viabilizar a saída da polarização que domina e mina o processo sucessório. E a eles pode se juntar o deputado Aécio Neves, que, imbuído da determinação de livrar o país desta opção que sabe não atender ao interesse nacional, está aberto ao diálogo.
Acima das preferências sobre os dois homens que dominam o atual debate, parece amadurecer a percepção de que o país e o regime democrático, parcialmente capitalista, só terão a perder com a vitória de um ou de outro. O Brasil pede conciliação, união, consenso, reformas, renovação. Nenhum dos dois bandos atende a estas necessidades.
Não há como se negar que na história este tipo de quadro político nunca serviu para melhorar a vida dos povos. Pelo contrário, guerras, ditaduras, falência ética e moral andam de mãos dadas com a prevalência da ideologia, da corrupção ou do nepotismo nestas disputas. Ilusões foram logo desfeitas em fraudes como a Revolução Cubana, que afastou um regime autoritário e corrupto e acabou com todas as liberdades, direitos humanos, matou e prendeu aos milhares e, por fim, condenou gerações à fome em nome de “ideais revolucionários”.
Independentemente da responsabilidade da atual geração de políticos, em todos os blocos, o fato inquestionável é que fica difícil melhorar a qualidade de vida do brasileiro, no salário, na saúde, na educação, na segurança. As contas desorganizadas pelo endividamento público, das empresas e das famílias, os altos impostos que desestimulam o investimento, a baixa produtividade pela falta de mão de obra qualificada, deficiências na infraestrutura, apontam para a urgência da retomada do desenvolvimento. O momento pede novo “milagre brasileiro”, anos de ordem e progresso que já nos fizeram crescer a taxas superiores a 10%. Mas em época em que havia governo com autoridade moral, projetos e base política sólida.
A preocupante demora no convencimento popular de afastar a disputa tóxica já se faz sentir nos mercados, na inflação e no desânimo. Resta a esperança, marca do sofrido povo brasileiro, que já foi alcançada mais de uma vez, embora frustrada pelos depositários equivocados. Por isso, Zema, Caiado e Aécio, que carregam décadas de vida pública, não iriam a esta altura da vida mudar de postura e comportamento.
O Brasil pede um projeto que não seja nem ideológico nem familiar.
Oremos!
PublicidadeEnquanto há lideranças que confessam preferir perder a desistir de projeto familiar-eleitoral, os dois admitem uma união com objetivo de viabilizar a saída da polarização que domina e mina o processo sucessório. E a eles pode se juntar o deputado Aécio Neves, que, imbuído da determinação de livrar o país desta opção que sabe não atender ao interesse nacional, está aberto ao diálogo.
Acima das preferências sobre os dois homens que dominam o atual debate, parece amadurecer a percepção de que o país e o regime democrático, parcialmente capitalista, só terão a perder com a vitória de um ou de outro. O Brasil pede conciliação, união, consenso, reformas, renovação. Nenhum dos dois bandos atende a estas necessidades.
Não há como se negar que na história este tipo de quadro político nunca serviu para melhorar a vida dos povos. Pelo contrário, guerras, ditaduras, falência ética e moral andam de mãos dadas com a prevalência da ideologia, da corrupção ou do nepotismo nestas disputas. Ilusões foram logo desfeitas em fraudes como a Revolução Cubana, que afastou um regime autoritário e corrupto e acabou com todas as liberdades, direitos humanos, matou e prendeu aos milhares e, por fim, condenou gerações à fome em nome de “ideais revolucionários”.
Independentemente da responsabilidade da atual geração de políticos, em todos os blocos, o fato inquestionável é que fica difícil melhorar a qualidade de vida do brasileiro, no salário, na saúde, na educação, na segurança. As contas desorganizadas pelo endividamento público, das empresas e das famílias, os altos impostos que desestimulam o investimento, a baixa produtividade pela falta de mão de obra qualificada, deficiências na infraestrutura, apontam para a urgência da retomada do desenvolvimento. O momento pede novo “milagre brasileiro”, anos de ordem e progresso que já nos fizeram crescer a taxas superiores a 10%. Mas em época em que havia governo com autoridade moral, projetos e base política sólida.
A preocupante demora no convencimento popular de afastar a disputa tóxica já se faz sentir nos mercados, na inflação e no desânimo. Resta a esperança, marca do sofrido povo brasileiro, que já foi alcançada mais de uma vez, embora frustrada pelos depositários equivocados. Por isso, Zema, Caiado e Aécio, que carregam décadas de vida pública, não iriam a esta altura da vida mudar de postura e comportamento.
O Brasil pede um projeto que não seja nem ideológico nem familiar.
Oremos!
Aristóteles Drummond é jornalista
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