Publicado 05/10/2026 00:00
O resultado eleitoral mais chocante de ontem nos estados foi o de Minas Gerais, terra que já deu ao Brasil estadistas como Antônio Carlos, JK, Magalhães Pinto, Tancredo e Itamar, entre outros. O estado, contudo, manteve a tradição de eleger bancadas de qualidade e responsabilidade para o Congresso, seguindo os exemplos de gerações anteriores. Isso pode realmente amenizar o resultado infeliz do segundo turno presidencial, já que ambos os postulantes são de baixa qualidade e têm poucas condições de exercer um mandato aceitável na economia, na política, na ética e na gestão da crise.
PublicidadeNinguém pode negar que a sociedade evoluiu na formação profissional e que a renda cresceu desde 1964, impulsionada pelo agronegócio — que gera emprego e riqueza, mas que também está às portas da crise. Apesar disso, houve erros graves e irresponsáveis nos mandatos da esquerda, bem como equívocos de Bolsonaro, que destruiu as próprias realizações com seu comportamento político tolo. Ele teve, ao menos, bons ministros — uns quatro ou cinco —, que, aliás, foram discretíssimos durante a campanha.
Vivemos hoje em uma economia sem investimentos, baseada na exportação de produtos primários (agro e minerais). Temos leis trabalhistas que desestimulam os bons empregos, favorecem os baixos salários e geram desinteresse na formação de mão de obra qualificada — esta última, salva pelo Sistema S. A dívida pública é grande e os impostos são altos, enquanto o país se alia globalmente a competidores, e não aos seus parceiros tradicionais.
A questão da segurança pública afeta a todos. A impunidade e a tolerância com o infrator viraram bandeiras da esquerda em nome de supostos “direitos humanos”, cuja prioridade não deveria ser o criminoso, mas sim o cidadão e as famílias.
Além disso, convivemos com um escândalo no Supremo Tribunal Federal que não encontra paralelo na história, seja aqui ou no resto do mundo. Que diferença para a composição feita pelos militares nos seus 21 anos de ordem, progresso e austeridade; um legado que o Brasil viveu e que Bolsonaro, com seu primarismo, ajudou a destruir.
O ponto positivo da eleição do último dia 3 foi a formação de uma maioria parlamentar que, mesmo longe da ideal, pelo menos não é de esquerda — cujas ideias formam a base das dificuldades econômicas ao restringirem a livre empresa em um momento em que o mundo todo procura atrair investimentos.
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