Arte Aristóteles Drummond (17/10/2026)Imagem gerada com IA
Publicado 19/10/2026 00:00
O Brasil tem vivido de fabricar escândalos, um atrás do outro. São casos de corrupção, nepotismo e irresponsabilidade no trato de assuntos públicos que se repetem e envolvem todo o arco da sociedade.

Os dois principais candidatos nas eleições presidenciais do dia 25 de outubro têm problemas pelo envolvimento em casos de corrupção. O noticiário da campanha eleitoral vive em torno desses casos, o que não prestigia a democracia. Assuntos de interesse nacional são ignorados.

Curioso é que esses anos de escândalos para tudo quanto é lado não viram surgir um movimento pelo bem. Não basta denunciar e combater malfeitos, é preciso também promover o bem, os bons hábitos, os bons conceitos e as boas práticas. A melhor maneira de combater o que está errado é fazer e promover o que é certo.

O povo pede e quer justiça, repudia a impunidade. Mas precisa saber exaltar o certo, o que é bom, correto e deve servir de exemplo. Para prosperar, é preciso mão de obra qualificada e agregar valor ao que produzimos.

Um olhar sobre o histórico dos escândalos desde o primeiro mandato de Lula mostra que os acontecimentos atropelaram a necessidade de punição. Pouca gente presa, muitos esquecidos e podendo voltar a atuar a qualquer momento. O STF ficou preso ao corporativismo e acabou desmoralizado.

Tem candidato que já foi cassado, preso, condenado, com penas anuladas e contas pessoais mal explicadas, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Tem quem comprou mansão mal explicada e pediu dinheiro a bandido. Já não temos políticos austeros, de caráter, sem aspirações à fortuna; hoje as exceções estão limitadas a um núcleo de idealistas nos legislativos.

E não adianta afastar os políticos, pois não existe democracia sem eles. A arte da política é nobre; o que não se pode é aceitar as práticas condenáveis. Renovar para melhorar, lembrando que a responsabilidade é de todos, a começar pelo eleitor.

O Brasil vem perdendo na comparação com muitos países. A opção pelo progresso, fortalecendo a economia, é o que pode melhorar a vida da população e fortalecer o Estado. Inflação e impostos altos prejudicam os menos favorecidos e agravam a questão social, lançando dúvidas quanto ao futuro.

Para gerar bons empregos, é preciso atrair investimentos e capacitar a mão de obra. O atraso se ataca com trabalho e pragmatismo.

Restaurar os valores da honra, do trabalho e do civismo será meio caminho para o progresso, a qualidade de vida e a paz social.

Alguém tem de promover a causa!
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Aristóteles Drummond é jornalista
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