Publicado 09/08/2026 00:00
Tenho pensado muito sobre minhas condições de vida. Vivi intensamente até aqui e, ao fazer um balanço geral, vejo que cometi vários erros e acertos. Mas os erros acabam sobressaindo na avaliação, mesmo que isso não seja verdade. Então pergunto: por que existe essa tendência a enfatizar a culpabilidade?Deixando a modéstia de lado, realizei (e realizo) coisas boas e meritórias ao longo de minha trajetória pessoal e profissional. Claro que cometi equívocos graves, dos quais pude, em grande parte, me redimir, mesmo que algumas marcas não tenham desaparecido totalmente.
PublicidadeEm determinado momento, quando precisei de ajuda, quando achei que estava sendo orientado, de fato estava sendo encaminhado para um buraco quase sem fundo, de onde estou tentando me reerguer. Acho que essa história é a de muitos.
Hoje, na maturidade, vivo uma espécie de calmaria compulsória, de recolhimento, de esvaziamento, abrindo espaço para perceber o novo que me está reservado. Ruminar o passado ocupa o lugar que cabe ao presente.
Mas por que coloquei “autorização” no título? Porque, durante muito tempo, fiquei esperando autorização e validação externa para meus atos e decisões. Hoje estou só, precisando me dar conta de que a autorização para ser feliz depende de mim, e somente de mim.
Ainda estou envolto em sombras, mas lanço todo dia um raio luminoso sobre elas, para que eu consiga ver a luz no fim do meu túnel interno. Sei que ela existe e que espera para ser encontrada, reconhecida, absorvida, refletida. E que, entre prós e contras, sou merecedor dela, que só aguarda permissão para brilhar em mim. Apenas preciso conectá-la à tomada de minha consciência para que a energia volte a preencher meu ser de esperança, autovalorização, força de vontade e alegria de viver.
Curar-me. Eu posso. Podemos. Vamos!
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