Publicado 20/09/2026 00:00
O que é a realidade? Quantas definições já foram tentadas! Será a realidade todo o conjunto de causas em movimento, gerando seus efeitos no macro e no micro? Podemos não saber discernir, mas é ela que está aí, se apresentando multifacetada e desafiando nossa compreensão.
PublicidadeAção e reação são permanentes no universo. Podemos mudar os efeitos de causas geradas? Como gerenciar esses efeitos?
Em um mundo aparentemente à deriva, com alguns valores essenciais virados de cabeça para baixo, como manter a coerência ética? Como escapar minimamente do turbilhão de atrações e do rodamoinho de repulsões?
Sem uma noção razoável de quem somos, é difícil conseguir ter os pés no chão e alçar voos.
A psicologia junguiana fala de luz e sombra, e de equilíbrio dos opostos. Hoje o que vemos são os extremismos democráticos, digamos assim. A liberdade adquirida de sermos a favor ou contra, mas sem a reflexão e bom senso adequados. O termo que tem sido usado para esse comportamento é “polarização”. É como raciocinar com antolhos. Isso parece refletir uma imaturidade galopante, quase insanidade.
Tento imaginar como a argúcia e genialidade de Nelson Rodrigues ou Millor Fernandes, por exemplo, ou os insights profundos de C.G. Jung, retratariam em seus escritos o momento presente. É uma época de tantas mudanças que o novo de hoje já é como o jornal velho de ontem; uma ideia nem mesmo teve tempo de se apresentar e no dia seguinte já é ruína.
Como fazer para deixar de ser “moderno” e recuperar o convívio com o “eterno”? E parecer e ser como nada aos olhos do mundo, e como um deus aos próprios olhos seus? Podemos. Insha'Allah! Ox’Allah! Vamos!
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