Publicado 27/07/2025 00:00
A cada novo levantamento estatístico que aponta o crescimento do segmento evangélico no Brasil, sobretudo entre os jovens, multiplicam-se também os artigos “analíticos”, as “interpretações sociológicas” e os diagnósticos frios que tentam reduzir a obra do Espírito Santo a fenômeno cultural, resposta social ou carência emocional.
Foi o que vimos na recente matéria do teólogo Rodolfo Capler, publicada em um grande veículo de comunicação.
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Um texto que, apesar de aparentemente acadêmico, revela um preconceito velado, uma crítica disfarçada e uma tentativa de desacreditar a autenticidade da fé evangélica.
Neste artigo, desmascaro a narrativa apresentada, refutando ponto a ponto à luz da Palavra de Deus, expondo o que muitos têm medo de dizer: a cruz ainda ofende. E ela sempre ofenderá. Porque o mundo odeia o que não pode controlar.
O Crescimento Evangélico Reduzido a Estatísticas
Diz o teólogo:
“Três em cada dez brasileiros com 16 anos ou mais atualmente são evangélicos.”
O que a matéria não entende – ou finge não entender – é que o crescimento da Igreja não é resultado de fatores humanos, mas da soberana ação de Deus na história.
“O Senhor acrescentava todos os dias à igreja aqueles que se haviam de salvar.” (Atos 2:47 – ARC)
A Igreja cresce porque Jesus Cristo ainda salva. Ainda liberta. Ainda transforma. Estatística nenhuma explica o novo nascimento. É um milagre, não marketing.
Atribuir a fé à pobreza como se fosse fuga social
Diz o teólogo:
“A adesão dos jovens se dá principalmente entre as classes mais baixas…”
Reduzir o evangelho à necessidade material é zombar da cruz. Jesus não veio fazer política social. Ele veio morrer por pecadores. E é por isso que os pobres, ricos, leigos e intelectuais crêem: porque sabem que precisam d’Ele.
“Porque vede, irmãos, a vossa vocação… Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.” (1 Coríntios 1:26-27 – ARC)
O Evangelho é escândalo para os sábios deste mundo. Mas é vida para os quebrantados de coração. Não é carência. É revelação.
A Atração pela estética e pela música como razão da fé
Diz o teólogo:
“Nas igrejas evangélicas, canta-se rap, funk, sertanejo, rock…”
A adoração não é estética — é em espírito e verdade (João 4:24). O jovem não permanece no Evangelho por causa da música, mas porque foi confrontado com a cruz e renasceu para Deus.
“Porque a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Romanos 10:17 – ARC)
A música pode ser instrumento, mas jamais o fundamento da fé. A fé vem pela Palavra, não pela batida nem pelo estilo musical.
O Evangelho centrado no indivíduo: a sedução do ego
Diz o teólogo:
“Os membros das gerações Y e Z são narcisistas. Por isso se identificam com o discurso evangélico centrado no indivíduo.”
Refutação Bíblica:
O verdadeiro Evangelho não exalta o ego — muito pelo contrário, crucifica o ego.
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2:20 – ARC)
O evangelho pregado nas igrejas fiéis não afaga vaidades, não fortalece egos frágeis, mas chama ao arrependimento e à morte do eu.
Essa insinuação só serve para igrejas que, de fato, distorcem a mensagem. Mas generalizar é ofensa contra o Corpo de Cristo.
A Igreja como se fosse apenas uma ONG informal de assistência social
Diz o teólogo:
“As igrejas ocupam os espaços deixados pelo Estado, oferecendo cestas, cuidando dos dependentes e intermediando conflitos.”
Para mim isso não é uma opinião. Isso é testemunho da presença do Reino.
A Igreja cuida do órfão e da viúva não para substituir o Estado, mas porque isso é mandamento do nosso Senhor:
“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações…” (Tiago 1:27 – ARC)
A Igreja serve, ama, socorre. Mas não troca pão por membresia.
O pão é dado por amor, e a conversão é obra da graça.
A crítica, nesse caso, é uma confissão involuntária do impacto do Evangelho nas periferias.
Total ausência das palavras: pecado, arrependimento, cruz, santidade.
Esse é o ponto mais gritante. Em um texto sobre o “evangelicalismo”, não há uma linha sequer sobre a cruz de Cristo, sobre a redenção, o sangue, o novo nascimento.
Sem isso, o texto é vazio, secularizado e tendencioso.
“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18 – ARC)
Não há Evangelho sem cruz. Sem arrependimento. Sem novo nascimento.
Esse silêncio é revelador: é uma tentativa de explicar o sobrenatural com ferramentas materiais.
Troca de bordões religiosos como se fosse mera cultura.
Diz o teólogo:
“‘Nossa Senhora’ virou ‘Só Jesus na causa’.”
As expressões não são o problema. O que importa é se houve transformação real.
Trocar um bordão por outro sem nascer de novo é religiosidade morta. Mas trocar o coração de pedra por um de carne é milagre de Deus.
“E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo.” (Ezequiel 36:26 – ARC)
O cristianismo não é mudança de vocabulário — é transformação de vida.
A Omissão da centralidade das Escrituras
Diz o teólogo:
A matéria não menciona a autoridade das Escrituras, a centralidade da pregação bíblica nem o discipulado cristocêntrico.
A fé evangélica, no entanto, é alicerçada na Palavra de Deus:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir…” (2 Timóteo 3:16 – ARC)
Sem a Palavra, não há fé verdadeira. E esse silenciamento é estratégico.
É a velha tentativa de transformar a Igreja em um fenômeno sociológico, e não em um povo redimido pela Palavra Viva.
Em conclusão afirmo: A Igreja de Cristo Continua Viva — e Isso Ofende
O crescimento do povo evangélico não é uma estratégia de marketing. É resultado de vidas regeneradas pela graça de Deus.
O que a matéria escancara não é apenas desinformação — é resistência espiritual ao Evangelho puro e simples.
Jamais aceitaremos ser reduzidos a um recorte demográfico.
Somos o Corpo de Cristo. Somos o sal da terra. Somos luz do mundo.
E por mais que tentem nos diminuir, a Palavra continuará correndo e sendo glorificada (2 Tessalonicenses 3:1).
“Mas a palavra de Deus não está presa.” (2 Timóteo 2:9 – ARC)
Enquanto o mundo tenta explicar o inexplicável, o Espírito Santo segue convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
E o Evangelho, esse escândalo eterno, ainda salva. Ainda transforma. Ainda vive.
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