As ofensas foram feitas através de áudios de WhatsAppReprodução/Instagram
Publicado 21/05/2025 14:39 | Atualizado 21/05/2025 14:43
A modelo Ana Paula Minerato foi formalmente indiciada por crime de racismo pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), vinculada à Polícia Civil do Rio de Janeiro. A investigação teve início em novembro de 2024, após a cantora Ananda, integrante do grupo Melanina Carioca, relatar à polícia que foi vítima de insultos com conotação racista.
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A delegada Rita Salim, responsável pelo caso, confirmou o indiciamento e afirmou que as falas de Ana Paula contribuíram para a reprodução de estereótipos de cunho racial. A modelo foi enquadrada na Lei nº 7.716/89, que tipifica atos de discriminação ou preconceito relacionados à raça, cor, etnia, religião ou país de origem, prevendo penas que variam de dois a cinco anos de prisão.
Agora, o próximo passo será a análise do caso pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que decidirá se oferecerá ou não denúncia formal à Justiça. É válido lembrar que esta bola já havia sido cantada pela coluna Daniel Nascimento em janeiro deste ano. Na época, o MP de São Paulo decidiu arquivar o caso por falta de provas, mas as autoridades da Cidade Maravilhosa ainda não tinham dado um parecer. Agora, com o indiciamento policial, o próximo passo será o resultado da análise do MP do estado.
Também cabe ressaltar que o caso aberto no Rio de Janeiro é tido como mais consistente, tendo em vista que, nos documentos aos quais a coluna teve acesso, na denúncia feita em São Paulo, não foram anexados os áudios em que Minerato xinga Ananda, chamando a artista de "mina do cabelo duro" em um deles. O fato de o registro feito na polícia do Rio conter essas mensagens pode acabar ganhando um outro desfecho e, caso condenada, a influenciadora digital poderá perder o status de ré primária.
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