Publicado 04/06/2025 11:48 | Atualizado 04/06/2025 15:35
O desabafo que o padre Fábio de Melo fez nas redes sociais após ter sido supostamente mal atendido em na cafeteria Havanna, em Joinville, Santa Catarina, vai acabar nos tribunais. A defesa do ex-gerente envolvido, Jair José Aguiar da Rosa, que está sendo apoiado pelo sindicato da categoria, já entrou com um processo contra o religioso. Além da ação cível contra o sacerdote, também foi protocolada uma ação trabalhista contra o local em que ele trabalhava.
PublicidadeO anúncio foi feito na última quinta-feira (29) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Turismo, Hospitalidade, Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sitratuh), por meio das redes sociais. A entidade afirma que tem oferecido suporte ao profissional desde que o episódio ganhou repercussão nacional, inclusive com apoio jurídico. “No dia seguinte à demissão, ele procurou o sindicato e foi acolhido. Estava profundamente abalado e, imediatamente, a presidente encaminhou para o jurídico para as providências. A ação cível contra o influenciador religioso já foi distribuída, e está em trâmite. Agora, será protocolada a ação trabalhista contra a empresa”, explicou o advogado Eduardo Tocilo.
A defesa de Jair José afirma que figuras públicas como o padre Fábio de Melo acabam utilizando sua visibilidade para realizar o chamado “exposed”, o que pode causar danos irreversíveis à reputação de pessoas comuns. "É importante que essa repercussão sirva para alguns aprendizados, principalmente para influenciadores digitais […] e empresas também, que tentam fugir dessa exposição e, ao invés de resolver o problema efetivamente, colocam, tentando se blindar, a culpa nos trabalhadores. Então, que esse caso sirva de lição", acrescentou Tocilo.
Quase trinta dias após ser desligado da cafeteria, o ex-gerente do estabelecimento revelou estar passando por graves problemas de saúde mental. Em entrevista ao programa "Tá na Hora", do SBT, ele contou que está em depressão e precisou interromper os estudos a apenas três meses da formatura na universidade. “Minha vida está virada, ainda não consegui absorver tudo isso. Fui obrigado a trancar a faculdade porque estou entrando em depressão. Fui diagnosticado com três síndromes diferentes, porque a exposição foi muito grande. Tenho muito medo de sair na rua. A vergonha é muito grande”, relatou.
O profissional ainda questionou a atitude do religioso e deu detalhes do ocorrido. “Eu queria que ele explicasse por que fez isso comigo. Porque, como é visto nas câmeras de segurança, em momento algum eu falo com ele. Na verdade, quem questiona sobre esse doce de leite nem é o padre, é um cara bombadinho, bem fortinho, de regatinha vermelha. Ninguém chamou o padre. Não falei com ele nem ele falou comigo”, afirmou na entrevista.
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