Publicado 01/03/2026 00:00
Temperaturas elevadas e maior umidade criam condições ideais para a proliferação de fungos, bactérias, pulgas e carrapatos. Nos períodos de calor, cresce significativamente o número de atendimentos veterinários relacionados a problemas de pele em cães e gatos. Dermatites, alergias e infecções cutâneas estão entre as queixas mais comuns nas clínicas.
O Brasil reúne cerca de 160,9 milhões de pets, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, e as doenças dermatológicas figuram entre as principais causas de consulta veterinária. Muitas vezes, a coceira é interpretada como algo passageiro, mas pode ser o primeiro sinal de um quadro mais complexo.
O calor favorece doenças como micoses, sarnas e a Dermatite Alérgica à Picada de Pulga, conhecida como DAPP, uma das alergias mais frequentes em cães. Um único parasita pode desencadear reação intensa em animais sensíveis. A umidade prolongada na pele, seja por banhos mal secos ou pelo contato constante com ambientes úmidos, também facilita a multiplicação de microrganismos.
A médica veterinária Carla Perissé, especializada em dermatologia veterinária, afirma que coçar repetidamente não deve ser encarado como algo normal. “Coceira persistente é sempre um sinal de alerta. O animal pode estar desenvolvendo um processo alérgico, uma infecção fúngica, bacteriana ou até manifestando dor. Como eles não verbalizam o desconforto, a pele acaba sendo uma das principais formas de expressão do problema”, explica.
PublicidadeO Brasil reúne cerca de 160,9 milhões de pets, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, e as doenças dermatológicas figuram entre as principais causas de consulta veterinária. Muitas vezes, a coceira é interpretada como algo passageiro, mas pode ser o primeiro sinal de um quadro mais complexo.
O calor favorece doenças como micoses, sarnas e a Dermatite Alérgica à Picada de Pulga, conhecida como DAPP, uma das alergias mais frequentes em cães. Um único parasita pode desencadear reação intensa em animais sensíveis. A umidade prolongada na pele, seja por banhos mal secos ou pelo contato constante com ambientes úmidos, também facilita a multiplicação de microrganismos.
A médica veterinária Carla Perissé, especializada em dermatologia veterinária, afirma que coçar repetidamente não deve ser encarado como algo normal. “Coceira persistente é sempre um sinal de alerta. O animal pode estar desenvolvendo um processo alérgico, uma infecção fúngica, bacteriana ou até manifestando dor. Como eles não verbalizam o desconforto, a pele acaba sendo uma das principais formas de expressão do problema”, explica.

Segundo a especialista, o tutor deve observar mudanças de comportamento. “Quando o pet começa a se lamber de forma insistente, esfregar o corpo em móveis ou morder determinadas regiões, é importante investigar. Muitas vezes já existe inflamação instalada.”
Ela também chama atenção para os riscos da automedicação. “É muito comum o tutor recorrer a shampoos antissépticos ou pomadas indicadas por conhecidos. Isso pode mascarar os sintomas e atrasar o diagnóstico correto. Cada animal tem uma resposta individual, e o tratamento precisa ser direcionado.”
Estudos clínicos apontam que as dermatofitoses podem representar até 61,9 por cento das dermatopatias diagnosticadas em clínicas veterinárias, com maior incidência em períodos quentes e úmidos. Infecções secundárias também são frequentes quando a coceira provoca feridas abertas, criando porta de entrada para bactérias.
Carla reforça que a prevenção é contínua. “O controle de pulgas e carrapatos deve ser feito durante todo o ano, não apenas quando o problema aparece. Além disso, é fundamental secar bem o animal após o banho e manter o ambiente limpo e arejado.”
Ela acrescenta que alergias alimentares também podem se manifestar na pele. “Nem toda dermatite é causada por parasita. Às vezes é necessário fazer investigação mais aprofundada, com dieta de exclusão e exames complementares.”
A orientação é procurar avaliação veterinária ao perceber coceira diária, vermelhidão, falhas na pelagem, odor forte na pele ou surgimento de feridas. “Quanto antes o diagnóstico, mais simples e eficaz tende a ser o tratamento. Ignorar os sinais pode transformar um problema leve em um quadro doloroso e de difícil controle”, finaliza a especialista.
Em períodos de calor, atenção redobrada com a pele é essencial para garantir saúde e qualidade de vida aos pets.
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