A chegada do outono e do inverno aumenta a preocupação com doenças respiratórias em cãesFreepik
Publicado 31/05/2026 00:00
A chegada do outono e do inverno aumenta a preocupação com doenças respiratórias em cães, principalmente entre animais que frequentam creches, hotéis, parques e espaços de convivência coletiva. Conhecida como “tosse dos canis”, a enfermidade integra o Complexo das Doenças Respiratórias Infecciosas Caninas (CIRDC) e exige cuidados redobrados nesta época do ano.
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Uma pesquisa publicada em 2025 na revista científica Frontiers in Veterinary Science identificou agentes respiratórios em 64% de 50 amostras coletadas de cães com suspeita de CIRDC durante o inverno de 2023-2024, nos Estados Unidos. Entre os animais avaliados, 78% apresentavam tosse.
No Brasil, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) também alertou, em abril de 2026, para os riscos respiratórios provocados pela queda das temperaturas e pela baixa umidade do ar. De acordo com especialistas, ambientes fechados, pouca ventilação e contato frequente entre os animais favorecem a disseminação de agentes infecciosos, aumentando a necessidade de protocolos preventivos em locais de convivência coletiva.
Segundo a médica-veterinária Emiliana Gallo, parceira do Patinhas Urbanas, a prevenção depende da atuação conjunta entre tutores e estabelecimentos. “Em ambientes de convivência, o principal cuidado é não expor outros cães quando o pet apresenta tosse, espirros, secreção nasal, apatia ou mudanças de comportamento. Vacinação em dia, observação diária e afastamento temporário são medidas fundamentais”, afirma.
O CIRDC pode envolver diferentes vírus e bactérias, como Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina. A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo entre cães e por secreções respiratórias.
Com unidades nos bairros do Imirim e da Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo, o Patinhas Urbanas afirma adotar protocolos de prevenção, monitoramento diário e controle sanitário. Segundo o administrador e sócio da empresa, Daniel Navarro, a equipe acompanha sinais clínicos e organiza os ambientes para reduzir riscos. “Uma creche para cães precisa tratar saúde e bem-estar como parte da operação diária. Além da conferência da vacinação, a equipe observa alterações no comportamento, tosse ou indisposição. Quando há qualquer sinal de problema, o tutor é comunicado e o pet deve passar por avaliação veterinária antes de retornar ao convívio coletivo”, afirma Daniel Navarro.
As diretrizes de vacinação da World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) destacam que vacinas contra Bordetella bronchiseptica e parainfluenza ajudam a reduzir a gravidade dos quadros, mas não eliminam totalmente o risco de infecção.
“A vacina é importante, principalmente para cães que frequentam ambientes coletivos. Mas ela não substitui o cuidado de manter o animal em casa quando apresenta sintomas respiratórios”, reforça Emiliana Gallo.
Veterinários recomendam que cães com tosse, espirros, secreção nasal, febre, apatia ou indisposição sejam afastados imediatamente das atividades em grupo e avaliados precocemente para evitar agravamento do quadro e reduzir a circulação da doença entre outros animais.
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