Publicado 07/06/2026 00:00
A lista dos 26 convocados para a Copa do Mundo é, tradicionalmente, um dos momentos de maior debate nacional. No entanto, muito antes do apito inicial, milhões de brasileiros já haviam feito suas próprias "convocações" dentro de casa. De acordo com o PetCenso, levantamento realizado pela Petlove, maior ecossistema pet do país, os nomes que brilham nos estádios europeus e na Seleção Brasileira já são os favoritos absolutos na hora de registrar cães e gatos em todo o Brasil.
PublicidadeA lista revela um fenômeno interessante de transferência de afeto, confirmando que a paixão pelo futebol rompe a barreira das quatro linhas e se torna identidade familiar. No topo do ranking, a liderança do meia português Bruno (referência a Bruno Fernandes) e do astro argentino Messi reforça como o consumo do futebol globalizado influenciou o vocabulário dos tutores brasileiros.
Entretanto, quando o assunto é o DNA do futebol brasileiro, um nome ainda reina soberano nos lares: Neymar. O ídolo da Seleção é o primeiro brasileiro a aparecer na lista (ocupando a 3ª posição geral), consolidando-se como o maior ícone nacional no universo pet. Ele lidera um ataque de peso nas coleiras, seguido por Rafinha e pela estrela do Real Madrid, Vinícius Júnior.
O PetCenso da Petlove também detectou a agilidade com que o brasileiro absorve novas tendências. Nomes de jovens promessas que acabam de chegar à Seleção de Ancelotti, como Endrick, já aparecem à frente de veteranos consagrados, como Modric e Lewandowski. O fenômeno se repete com astros internacionais que sequer são brasileiros, mas que já batizam milhares de pets por aqui, como o norueguês Haaland e o prodígio espanhol Lamine Yamal.
A escolha do nome de um pet é um ato de profunda conexão emocional. Ao batizar um animal como Neymar, Messi ou Vini Jr, o tutor está trazendo para o convívio diário a alegria que esses atletas proporcionam. O Censo apenas comprova que, para o brasileiro, a família multiespécie e o futebol são dois pilares que caminham juntos.
CONFIRA A LISTA DOS 26 "CONVOCADOS" DO PET CENSO
(Ranking por ordem de popularidade na base de dados da Petlove)
1. Bruno (Bruno Fernandes) – 979
2. Messi – 874
3. Neymar – 247
4. Rafinha - 126
5. Mané - 96
6. Vinícius Júnior / Vini Jr - 74
7. Danilo - 61
8. Julian Álvarez - 53
9. Cristiano Ronaldo - 48
10. Salah - 27
11. Endrick – 11
12. Haaland - 11
13. Bellingham - 10
14. De Bruyne - 9
15. Pedri - 9
16. Yamal - 6
17. Mbappé - 6
18. Palmer - 6
19. Modric - 4
20. Vitinha - 3
21. Lautaro Martínez - 3
22. Harry Kane - 3
23. Lewandowski - 3
24. Courtois - 2
25. Dembélé - 2
26. Saka – 1
2. Messi – 874
3. Neymar – 247
4. Rafinha - 126
5. Mané - 96
6. Vinícius Júnior / Vini Jr - 74
7. Danilo - 61
8. Julian Álvarez - 53
9. Cristiano Ronaldo - 48
10. Salah - 27
11. Endrick – 11
12. Haaland - 11
13. Bellingham - 10
14. De Bruyne - 9
15. Pedri - 9
16. Yamal - 6
17. Mbappé - 6
18. Palmer - 6
19. Modric - 4
20. Vitinha - 3
21. Lautaro Martínez - 3
22. Harry Kane - 3
23. Lewandowski - 3
24. Courtois - 2
25. Dembélé - 2
26. Saka – 1
É o pet, é o Pet...
Se engana quem pensa que os pets homenageiam apenas as estrelas atuais da Copa do Mundo. No Rio de Janeiro, Bernardo Stampa, jornalista, adotou um vira-lata pretinho e o nomeou de Petkovic, ídolo flamenguista, cujo lance mais inesquecível pelo rubro negro acaba de completar 25 anos neste último 25 de maio.
“Quando decidi adotar o Petkovic, há 10 anos, eu já tinha certeza de que esse seria o nome dele. Não havia espaço para debate. Eu queria um vira-lata pretinho e, já na primeira feira de adoção que visitei, o encontrei. Na hora, soube que era ele”, diz.
Apesar da equipe carioca contar com diversos ídolos, Stampa diz que nunca teve dúvida quanto ao nome escolhido para o cãozinho: “Veio da minha admiração pelo sérvio camisa 10 da Gávea que, em 2001, eternizou aquele gol de falta no tricampeonato sobre o Vasco. Quem viveu aquele momento não esquece. E quem conhece o Pet também não. Petkovic era um dos meus ídolos de infância e o Flamengo faz parte da minha vida desde o nascimento, em uma paixão que atravessa gerações, de avô para pai e de pai para filho. Quando vi aquele filhote preto pela primeira vez, já sabia que ele se chamaria Pet. Afinal, convenhamos: um pet chamado Pet é uma combinação difícil de superar”, se diverte.
Mas nem sempre o cenário foi de total otimismo. Frequentador do Maracanã desde 1999, ainda com as arquibancadas de cimento e a característica Geral (antigo setor popular do estádio), Bernardo relata que o clima alegre da adoção se transformou em tensão. Isso porque em apenas três dias após a adoção, Petkovic passou mal e foi diagnosticado com parvovirose.
“Foi um período muito difícil. Enfrentamos um tratamento intensivo, com muitos remédios, soro, cuidados 24 horas por dia e uma dose enorme de amor. Com muito esforço, ele sobreviveu e nos deu a maior alegria possível. Depois de tudo o que passamos juntos, nosso laço ficou ainda mais forte”, aponta.
O tutor flamenguista diz que o Pet tem uma personalidade alegre, sempre animado e sociável, buscando ficar próximos das pessoas. Petkovic também odeia portas fechadas, adora liberdade pela casa e passear, especialmente em praias. Outra característica é o afeto pelo carinho no pescoço, além de emitir um som parecido com um resmungo quando deita confortável ao lado do tutor: “Quem não conhece acha que ele está reclamando de alguma coisa. Eu sei que é apenas o jeito dele de pedir carinho”.
Semelhante ao jogador sérvio, o Pet amar brincar com bola e só em vê-la já sai correndo e latindo para pegar.
“Talvez por isso também tenha incorporado tão bem a rotina rubro-negra da casa. O Pet já viu o Flamengo conquistar três Libertadores, três Brasileirões, duas Copas do Brasil e tantos Campeonatos Cariocas que ele provavelmente já perdeu a conta. Sempre junto, latindo e participando da festa”, comemora o torcedor.
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