Publicado 19/07/2026 09:00
As férias costumam ser sinônimo de descanso e viagens em família. Cada vez mais presentes nesses momentos, cães e gatos também embarcam com os tutores. Mas, para os animais que fazem uso contínuo de medicamentos, especialistas alertam que o planejamento da viagem deve ir além da documentação, da ração e dos brinquedos: o tratamento não pode tirar férias.
PublicidadeO número de pets que dependem de medicação diária vem crescendo, impulsionado pelo aumento da expectativa de vida dos animais e pelo diagnóstico mais frequente de doenças crônicas. Ao mesmo tempo, viajar com os bichinhos se tornou uma prática cada vez mais comum. Somente em 2024, mais de 100 mil pets embarcaram em voos no Brasil, segundo dados das companhias aéreas reunidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
De acordo com a farmacêutica Caroline Ramalho, fundadora da Tudodvet, rede de farmácias de manipulação veterinária especializada em saúde animal, o erro mais comum acontece antes mesmo da viagem começar. “O tutor lembra da ração, da caminha e dos brinquedos, mas muitas vezes deixa o medicamento para a última hora, quando já não há tempo para renovar uma receita ou repor o estoque”, explica.
A recomendação é que a organização comece com antecedência: cerca de 30 dias antes para viagens nacionais e até 60 dias para as internacionais. Também é importante levar uma quantidade extra de medicamentos para evitar problemas em caso de atrasos, mudanças de roteiro ou dificuldades para encontrar o mesmo princípio ativo no destino.
Outro cuidado é com o transporte. Os medicamentos devem permanecer nas embalagens originais e, sempre que possível, ser levados na bagagem de mão. Aqueles que exigem refrigeração precisam ser acondicionados em bolsas térmicas adequadas, mantendo a temperatura indicada pelo fabricante. Também é recomendado conferir a validade dos produtos antes da viagem e manter uma cópia da receita veterinária.
Durante o passeio, a orientação é preservar os intervalos entre as doses, principalmente em viagens com mudança de fuso horário. Programar lembretes no celular e manter uma lista com os horários da medicação ajudam a evitar esquecimentos. Especialistas também orientam que o tutor tenha um plano de emergência previamente combinado com o médico-veterinário para situações como perda, dano ou falta do medicamento durante a viagem.
Checklist antes de viajar com o pet
* Receita veterinária atualizada e assinada;
* Quantidade suficiente de medicamentos, com doses extras;
* Medicamentos na embalagem original;
* Bolsa térmica para produtos que precisam de refrigeração;
* Lista com doses e horários de administração;
* Contatos do médico-veterinário e da farmácia para eventuais emergências.
* Quantidade suficiente de medicamentos, com doses extras;
* Medicamentos na embalagem original;
* Bolsa térmica para produtos que precisam de refrigeração;
* Lista com doses e horários de administração;
* Contatos do médico-veterinário e da farmácia para eventuais emergências.
Com planejamento e alguns cuidados simples, é possível aproveitar as férias sem comprometer a saúde do animal. Afinal, viajar pode fazer parte da rotina do pet, mas o tratamento deve seguir normalmente do início ao fim da viagem.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.