aposenta17dezARTE KIKO
Publicado 17/12/2025 00:00
O início de ano sempre traz expectativa para quem depende da aposentadoria: afinal, qualquer reajuste faz diferença no orçamento de quem conta cada real para pagar contas, remédios e mercado. Em 2026, os aposentados e pensionistas que recebem pelo INSS terão um novo aumento no salário mínimo, que deve passar de 1.518,00 reais, em 2025, para 1.621,00 reais. Na prática, isso significa um acréscimo de 103,00 reais por mês para quem recebe o piso, um reajuste em torno de 6,79%. É um alívio importante, mas que precisa ser bem administrado para não desaparecer no meio das despesas do dia a dia.
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Quem sente o aumento primeiro
Esse novo valor de 1.621,00 reais passa a valer para quem recebe o piso do INSS: aposentados, pensionistas, segurados de auxílio-doença e beneficiários do BPC. Professores aposentados pelo INSS que ganham um salário mínimo também entram automaticamente nesse reajuste. Já aposentados de regimes próprios, como servidores públicos, dependem das regras de cada categoria, que podem seguir negociações específicas ao longo do ano.
E quem ganha acima do mínimo?
Para quem recebe mais do que um salário mínimo, o reajuste não segue o mesmo índice. Nesses casos, o aumento é calculado com base no INPC, indicador que mede a inflação do período. O percentual final só é conhecido ao fim de 2025, mas a lógica é a mesma: corrigir o benefício para que o aposentado não perca ainda mais poder de compra. O teto do INSS também é reajustado por esse índice, mantendo a mesma regra para quem está no patamar mais alto de benefícios.
Cuidado com o consignado e com o “falso fôlego”
Com o novo salário mínimo, a margem consignável aumenta e, com ela, a tentação de pegar novos empréstimos. O ponto de atenção é simples: se o aposentado transforma todo o reajuste em prestação, o aumento desaparece e o orçamento continua apertado. Mais do que nunca, vale revisar as dívidas, comparar taxas e só usar o consignado quando fizer sentido para organizar a vida financeira, e não para aprofundar o endividamento.
Para saber mais informações sobre o INSS, economia e finanças, você pode me acompanhar no meu canal no YouTube João Financeira e no meu perfil no Instagram @joaofinanceiraoficial.



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