Publicado 18/01/2026 00:00 | Atualizado 26/01/2026 17:15
Tem gente que só percebe quando o benefício cai na conta menor do que deveria. E, muitas vezes, não é atraso, não é mudança de valor e nem erro do banco: é desconto indevido mesmo. Em 2026, esse assunto voltou ao centro das atenções porque o INSS estabeleceu um prazo final para que aposentados e pensionistas contestem cobranças feitas sem autorização. O alerta é direto: quem não agir até o dia 20 de março pode ter mais dificuldade para recuperar o dinheiro.
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O foco está principalmente nos chamados descontos associativos, aqueles valores retirados do benefício como se fossem mensalidades de entidades, associações ou convênios. O problema é que muitos segurados relatam que nunca pediram adesão, nunca assinaram autorização e só descobriram o desconto ao consultar o extrato — quando consultaram. É aí que mora o risco: uma parte significativa das pessoas afetadas nem imagina que está sendo cobrada mês após mês.
O INSS orienta que a contestação deve ser feita em um mês, prazo que está correndo. O caminho para resolver é simples: o beneficiário verifica no extrato se existe desconto, informa que não reconhece e formaliza a contestação pelos canais oficiais. A partir disso, a entidade responsável é acionada para explicar a cobrança e apresentar documentação. Se ela não responder ou se houver inconsistência, o segurado pode entrar no acordo de devolução e receber o ressarcimento.
Outro ponto importante é que esse tipo de problema tem atingido justamente quem mais precisa de proteção: idosos, pessoas com pouca familiaridade com aplicativos e beneficiários que não acompanham o detalhamento dos pagamentos. Por isso, a recomendação é prática e urgente: conferir o extrato de pagamento agora, mesmo que o valor do benefício pareça “normal”. Um desconto pequeno pode passar despercebido por meses e virar um prejuízo grande no fim.
O cenário reforça uma lição que precisa ser repetida: benefício do INSS não é lugar para surpresa. Se tem desconto, tem que estar claro. Se não está claro, tem que ser investigado.
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