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Publicado 10/05/2026 00:00
Um ano após a maior fraude da Previdência Social brasileira, as investigações esquentam no STF e mais de R$ 3 bilhões já foram devolvidos às vítimas. Mas quem ainda não pediu o ressarcimento tem prazo até 20 de junho.
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Uma notícia que interessa diretamente a milhões de aposentados e pensionistas brasileiros ganhou novos capítulos nesta semana: a investigação sobre a maior fraude da história do INSS — o esquema que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões dos benefícios de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024 — chegou a uma etapa decisiva no Supremo Tribunal Federal. E muita gente ainda não sabe que tem dinheiro a receber.
Na última terça-feira, 5 de maio, a Procuradoria-Geral da República pediu ao ministro do STF André Mendonça que a delação premiada do empresário Maurício Camisotti — um dos investigados na Operação Sem Desconto — seja refeita. O acordo havia sido firmado em abril apenas com a Polícia Federal, sem participação do Ministério Público, o que gerou a contestação. O caso segue sob sigilo, mas os depoimentos podem embasar novas fases da investigação e envolver nomes ainda não citados publicamente. No plano dos ressarcimentos, o governo já devolveu mais de R$ 3 bilhões a aproximadamente 4,4 milhões de segurados que tiveram descontos ilegais de mensalidades associativas em seus benefícios — sem nunca terem autorizado.
Na prática, isso significa que há aposentados e pensionistas que ainda têm dinheiro a receber e não sabem. O esquema funcionava com entidades associativas que cadastravam beneficiários sem permissão e descontavam mensalidades entre R$ 30 e R$ 80 diretamente no contracheque. Como o valor era pequeno, muitos não percebiam ou achavam que tinham autorizado. Quem foi vítima e ainda não pediu o ressarcimento pode estar deixando dinheiro na mesa.
Mas atenção: o prazo para aderir ao acordo de ressarcimento com o governo e receber os valores de volta se encerra em 20 de junho de 2026. Depois disso, quem não tiver solicitado poderá perder o direito à devolução pelo canal administrativo. Além disso, tome cuidado com golpistas que estão se aproveitando do tema para aplicar fraudes, se passando por funcionários do INSS ou advogados que prometem recuperar o dinheiro mediante pagamento antecipado. O INSS nunca cobra para devolver valores.
O que fazer: acesse o site ou aplicativo Meu INSS com seu login gov.br e verifique se há registros de descontos de entidades associativas no seu extrato de pagamento. Caso encontre algo suspeito, registre sua contestação diretamente pelo portal ou ligue para o 135. Se quiser confirmar se tem direito ao ressarcimento, acesse o portal gov.br/inss e procure pela opção de consulta ao ressarcimento da Operação Sem Desconto. Não acione intermediários — o processo é gratuito e pode ser feito sem advogado.
A fraude no INSS foi um crime que atingiu diretamente o bolso de quem mais depende da Previdência. As investigações continuam, a Justiça avança e os ressarcimentos estão em curso — mas quem quiser receber o que é seu precisa agir antes do prazo de 20 de junho. Informação é o melhor instrumento para proteger seu benefício.
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