Publicado 22/07/2026 00:00
Uma notícia recente pode representar alívio no bolso de milhões de aposentados: o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, anunciou em 9 de julho a intenção de propor uma redução no teto dos juros do crédito consignado. A decisão sairá na reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, o CNPS, marcada para 28 de julho.
PublicidadeAtualmente, a taxa máxima permitida para o consignado do INSS está em 1,85% ao mês, patamar vigente desde março de 2025. O argumento do ministro é a queda contínua da Selic desde o início do ano. Na visão do governo, os custos operacionais alegados pelos bancos não justificam manter o teto atual enquanto a Selic recua. A área técnica do Ministério tem até a próxima semana para definir o percentual exato que será apresentado no CNPS.
Na prática, uma queda mesmo que pequena representa economia real. Um aposentado com empréstimo de R$ 10 mil em 48 parcelas paga hoje cerca de R$ 290 por mês. Com redução de 0,2 pontos percentuais, a parcela pode cair para R$ 270 — quase R$ 1.000 a menos ao longo do contrato.
Mas atenção: a proposta ainda precisa ser aprovada pelo CNPS, que inclui representantes dos bancos. Historicamente, o setor financeiro resiste a cortes nos juros e pode diminuir a oferta de crédito consignado se a redução for forçada — o que prejudicaria quem depende dessa modalidade.
O que fazer: aguarde o resultado de 28 de julho antes de contratar, refinanciar ou portar qualquer empréstimo consignado. Se a redução for aprovada, compare as novas taxas entre bancos pelo Meu INSS. Lembre-se: desde 20 de maio, todo novo contrato exige confirmação por biometria facial no aplicativo.
O consignado é o crédito mais acessível para aposentados — e qualquer redução nos juros é bem-vinda. A decisão de 28 de julho pode trazer boas notícias. Vale acompanhar de perto.
Para saber mais informações sobre o INSS, economia e finanças, você pode me acompanhar no meu canal no YouTube João Financeira e no meu perfil no Instagram @joaofinanceiraoficial.
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