Arte fé no rio (26/06/2026)arte o dia
Publicado 27/06/2026 00:00
Vivemos na era da hiperconectividade. Nunca tivemos tantos meios para nos comunicar e, paradoxalmente, nunca foi tão comum estarmos juntos fisicamente, mas distantes afetivamente. Em meio a esse cenário, o Papa Leão XIV dirigiu uma mensagem simples, porém profundamente necessária, durante um encontro com crianças em uma colônia de férias no Vaticano: a tecnologia é uma importante aliada, mas jamais pode substituir aquilo que nos torna verdadeiramente humanos.
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Suas palavras ecoam como um chamado para toda a sociedade: "Quando estamos juntos, não é necessário ficar com o celular ou o tablet na mão o tempo todo". A observação, feita às crianças, alcança pais, educadores, avós e todos aqueles que vivem sob a influência constante das telas.
Fomos criados para o encontro. Precisamos cultivar amizades sinceras, conversar, olhar nos olhos, partilhar a vida. Não fomos feitos para viver aprisionados a uma realidade virtual que, muitas vezes, enfraquece nossa capacidade de amar, de escutar e de perceber a riqueza da presença do outro.
Talvez a imagem mais forte apresentada por Leão XIV seja a da família reunida. Quantos lares vivem hoje o paradoxo de estarem todos na mesma sala, mas cada um imerso em sua própria tela? O silêncio que poderia ser sinal de paz se transforma em isolamento. A mesa da refeição, tradicional espaço de convivência e partilha, torna-se um ambiente ocupado por notificações, vídeos e mensagens.
Por isso, estabelecer limites não é um sinal de atraso, mas de maturidade. Determinar horários para desligar o celular, dedicar tempo exclusivo à família, cultivar o diálogo e a oração são escolhas que devolvem ao ser humano aquilo que nenhuma tecnologia é capaz de oferecer: a liberdade interior.
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