Gastão Reisdivulgação
Publicado 11/07/2026 00:00
O último jogo do Brasil nesta Copa de 2026 foi decepcionante. Não houve propriamente uma vitória da Noruega. Foi o Brasil que se perdeu. Será que baixou o espírito de vira-lata de que nos falava Nelson Rodrigues? Algum percentual se fez presente, mas não acredito que explique muito. Outros fatores muito mais sérios estiveram presentes no jogo.
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Antes de mais nada, é importante ter em mente que o Brasil foi campeão CINCO vezes em Copas que se tornaram legendárias. Todas elas comandadas por técnicos brasileiros. Não mais que de repente, talvez em função da queda média do nosso QI nos últimos anos, a CBF, famosa pela corrupção, resolveu contratar, a peso de ouro, o técnico italiano Carlo Ancelotti a despeito de existirem técnicos brasileiros capacitados para a empreitada como, por exemplo, Filipe Luís, do Flamengo, que deixou sua brilhante marca no time, dentre outros.
Mas, felizmente, no finalzinho do jogo, estava lá presente, na hora certa, Neymar. Quando surgiu o pênalti marcado corretamente pelo árbitro, Neymar passou mão na bola, sem dar a mínima para as instruções de Ancelotti, e a colocou na marca do pênalti. Houve uma aceitação tácita. Ninguém o desafiou, exceto o arrogante goleiro norueguês e sua empáfia.
A figura, que já tinha pegado antes um pênalti do Brasil, batido por ilustre desconhecido imposto por Ancelotti, resolveu crescer e desafiar Neymar, afirmando que ele iria defender. Neste momneto, a alma de Neymar incorporou o espírito pentacampeão e perguntou à figurinha se ele queria que ele chutasse para a direita ou para a esquerda. Não respondeu.
E foi então que show de competência de Neymar teve início. Para quem observou os tremeliques do goleiro norueguês na medida que Neymar caminhava para bater o pênalti era evidente que ele estava psicologicamente inseguro. Afinal, pegar pênalti de Neymar não era fácil. O semblante de Neymar era quase de um justiceiro que queria lavar a alma nacional naquele momento. Em seu semblante, havia segurança total de que faria o gol. E assim aconteceu. O olhar altaneiro de Neymar para o goleiro abatido dizia tudo.
Confesso minha alegria de brasileiro pelo feito de Neymar. Com razão, reclamou que não teve tempo. Ancelotti só o colocou em campo já no meio do segundo tempo, quando deveria estar lá desde o início. Ou até antes. No final, Neymar acabou chorando, pois o sonho do hexa tinha ido pelo ralo devido à incompetência dos dirigentes da CBF e na falta de fé na prata da casa.
Curiosas foram as críticas de parte da grande mídia contra Neymar por suas atitudes desafiadoras. O subalterno espírito de vira-lata deve ter baixado em alguns jornalistas cegos diante daquele momento especial em que o ator principal era o Neymar, chamando a si o brio nacional de um país que até hoje não foi igualado por nenhuma outra equipe em copas conquistadas.
A lição que fica é a urgência de uma reforma nas práticas corruptas que dominam não só na CBF como em outras confederações, uma delas denunciada pelo nosso querido Guga alguns anos atrás. A continuar como está, o sonho do hexa vai ficar para o dia de São Nunca. Mãos à obra é a saída.

Nota: No Google “Dois Minutos com Gastão Reis: Humildade para aprender”. Ou pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=s_oAVkiL6nU&t=12s


Gastão Reis é economista e palestrante


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