Publicado 01/11/2025 00:00
A guerra que se instalou nesta semana, com milhares de tiros, bombas lançadas de drones e mais de uma centena de mortos, entre bandidos e policiais, deixou a cidade de luto. A violência foi tanta, que as manchetes cruzaram os oceanos.
PublicidadeNessas horas, amigos, é preciso agir como na casa da gente. Quando uma briga feia deixa o lar de ponta-cabeça, o que a gente faz? O que é preciso ser feito, e o jeito é recomeçar tudo de novo. É preciso recolher os cacos, recolocar os móveis no lugar, varrer a casa e deixar o tempo trazer de volta a rotina. Pelo menos, foi essa a sensação nessa semana aqui na caverna.
Como se, pra combinar com o cenário de devastação, uma ventania fora de época surrou os galhos e folhas do quintal e derrubou até mesmo um ninho que o casal de Rolinhas vinha construindo sobre a mangueira. A Chiquinha, a cadela enorme e desajeitada que resgatamos num alambique clandestino aqui da região, ficou só observando, sentada com as patas cruzadas, sobre o osso de boi que ganhou na véspera.
Ao ver no chão o ombrelone que o amigo Júlio havia instalado dias antes no quintal, Nelson, que passava pela porteira a caminho da padaria, comentou:
- Amigo, o que houve, foi briga?
Como se, pra combinar com o cenário de devastação, uma ventania fora de época surrou os galhos e folhas do quintal e derrubou até mesmo um ninho que o casal de Rolinhas vinha construindo sobre a mangueira. A Chiquinha, a cadela enorme e desajeitada que resgatamos num alambique clandestino aqui da região, ficou só observando, sentada com as patas cruzadas, sobre o osso de boi que ganhou na véspera.
Ao ver no chão o ombrelone que o amigo Júlio havia instalado dias antes no quintal, Nelson, que passava pela porteira a caminho da padaria, comentou:
- Amigo, o que houve, foi briga?
A pergunta me fez lembrar uma história antiga, sobre uma discussão sem pé-nem-cabeça, que envolveu dois vizinhos, um bêbado e um mais ou menos. Os que estavam encharcados na cachaça, ambos José, conversavam sobre futebol e concordavam sobre as críticas a respeito dos cartolas, dos times, técnicos, até que, em algum momento, um dos Zés disparou:
- E tem ainda a imprensa. Repórter esportivo é tudo malandro!
- E tem ainda a imprensa. Repórter esportivo é tudo malandro!
Ao que o outro respondeu:
- O Zé, você sabe, eu sou repórter, cubro futebol, né?
- O Zé, você sabe, eu sou repórter, cubro futebol, né?
O outro provocou....
- Sei!!
Pronto, estava instalada a confusão. Como um Zé tinha quase o dobro do tamanho do outro, um terceiro amigo, o Tigelinha, que não tinha bebido tanto, veio apartar a briga e acabou apanhando.
No dia seguinte, após um dia de ressaca e um olho roxo, Tigelinha reencontrou o Zé que tentara proteger na véspera. E ouviu do malandro, a seguinte observação.
- Sei!!
Pronto, estava instalada a confusão. Como um Zé tinha quase o dobro do tamanho do outro, um terceiro amigo, o Tigelinha, que não tinha bebido tanto, veio apartar a briga e acabou apanhando.
No dia seguinte, após um dia de ressaca e um olho roxo, Tigelinha reencontrou o Zé que tentara proteger na véspera. E ouviu do malandro, a seguinte observação.
- A noite ontem estava ótima, até você se meter na conversa e sair no tapa com meu amigo Zé.
E Tigelinha, que já tinha brigado com um Zé, brigou com o outro também.
Quase sempre, discussões e brigas surgem do nada. E hoje, parece ainda pior: as pessoas tão brigando até mesmo à distância: nas redes sociais, grupo de WhatsApp da família...
Quase sempre, discussões e brigas surgem do nada. E hoje, parece ainda pior: as pessoas tão brigando até mesmo à distância: nas redes sociais, grupo de WhatsApp da família...
No outro dia mesmo, num botequim aqui perto, começou uma confusão danada por conta de um pênalti que um juiz não deu. Foi grito pra tudo que é lado, empurrão e até cadeiras pro alto.... Não deu nem tempo da turma do deixa disso resolver: as patroas dos vizinhos envolvidos naquela refrega, partiram pra dentro dos seus maridos, numa lição que ninguém aqui irá esquecer! Só os brigões.
Os dois não lembram porque brigaram, mas as imagens da briga e da surra que tomaram das respectivas patroas, foram capturadas pelas câmaras de segurança, e espalhadas por um gaiato, nas redes sociais.
Um dos envolvidos naquela confusão é o “Passa-a-régua”, apelido que ganhou por beber além da régua. Quando a mulher dele mostrou as imagens do vexame viralizado, na esperança que ele tomasse jeito....
Um dos envolvidos naquela confusão é o “Passa-a-régua”, apelido que ganhou por beber além da régua. Quando a mulher dele mostrou as imagens do vexame viralizado, na esperança que ele tomasse jeito....
Mas isso aqui foi no Brasil?
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.