Publicado 28/02/2026 00:00
Semana com chuvas, Principado em alerta. Galochas e tamancos de sobreaviso! Ah, e velas também. Porque a energia elétrica dessa cidade, mas parece luz de vela, é só bater um vento, que apaga. Por que será que, apesar de todo ano ser assim, o temporal continua pegando as concessionárias de surpresa? Tom Jobim já tinha alertado sobre as águas de março anunciando o fim do verão...

Apesar de que esse ano, elas chegaram antes do final de março... E como diz a canção que ficou imortalizada, “é pau, é pedra, é o fim do caminho”!
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Claro que o mau tempo voltou à pauta de discussão aqui no Principado, mas dessa vez decidimos não pensar só nos prejuízos. O vizinho dos fundos chegou com uma novidade. Tudo alagado, desabamentos, enchentes. E um morador que é vizinho dele descobriu uma forma de reduzir o prejuízo. Ele está sem água em casa. Não pagou a conta a empresa cortou.

A solução que ele encontrou foi capturar a água da chuva. Enquanto parte da vizinhança tá tirando a água de casa com balde, ele está fazendo o contrário. Usando o balde pra trazer água da chuva pra dentro de casa.
Lembrei do Agenor, um sujeito que conheci na Central do Brasil. Parecia até que o sujeito tinha acordo com São Pedro. Podia não ter sequer uma nuvem no céu, mas Agenor sabia quando iria começar a chover e logo aparecia com um estoque de capas e guarda-chuvas pra vender ali na saída dos trens.

E como uma história leva a outra, foi Fred, o inventor quem deu a ideia:
- Vamos abrir uma fábrica de tamancos holandeses? Lembram deles? Aqueles de madeira?

Ficou decidido que vamos criar algo diferente de todos os outros já lançados no planeta. Faremos tamancos personalizados.

Júlio lembrou que tem um artista amigo que poderia fazer os desenhos.
Mas Ibiapina sugeriu que era melhor apenas pintar os calçados nas cores de times de futebol. Mas fácil de produzir e também, com certeza, mais rápido de vender.

Antes mesmo que os tira-gostos que a patroa preparou pra embalar a conversa chegassem à mesa, já tínhamos até mesmo o contato com uma madeireira de um conhecido, pra aproveitar a sobra de madeira. Assim, o insumo sai a custo zero, claro. O ganho com a venda já garante a carne e a cerveja, quiçá o carvão.

Temos que acelerar a produção porque março pode ir embora levando nossos planos pro brejo. Afinal, com o tempo firme, quem irá usar tamancos holandeses? E eu nunca vi sandálias tipo havaianas de madeira.
Além disso, ponderei, até o tamanco ficar pronto e a gente vender, vai demorar pro nosso investimento virar cerveja.

Mas logo veio a solução. Depois do carnaval, o que vem? 40 dias de preparação espiritual, sem álcool, churrasco e como penitência, a produção de tamancos.

Bira, que é de nós o mais beato, lembrou que a quaresma, tradicionalmente, começa na quarta-feira de cinzas. Sendo assim, estamos atrasados mais de uma semana.

A solução quem trouxe foi o Fernando, aquele que entende de leis:
Aqui, todos têm mais de 70, sendo assim, a pena, quer dizer, a penitência cai pra metade do tempo!!!

Amém!!
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