Publicado 02/05/2026 00:00
Os cientistas dizem que tempo é uma grandeza usada para medir a duração e o ritmo de um evento. Mas digo, amigos, o tempo é um sujeito cheio de caprichos. Um gozador de primeira. Por que eu digo isso? A última semana antes das férias passou a passos de cágado, mas olha eu aqui de novo. E as férias? Voaram!
Mas deixando a filosofia de lado…
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É certo que a maioria aqui é aposentada, ainda assim, como todo trabalhador, tem direito a uns dias de descanso diferenciado. Pensando nisso, nós do Conselho dos Decanos de Água Santa decidimos fazer um evento comemorativo do fim das férias. E demos até nome: 'O Retorno'.
E como todas nossas atividades são em volta da churrasqueira, sempre embaladas pela música, o diferencial passou a ser a seleção de clássicos. E dessa vez, os escolhidos para o gramofone foram: Elizete Cardoso, Bienvenido Granda, Jorge Veiga - alô aviadores do Brasil - Agostinho dos Santos e a saudosa Sapoti, a Angela Maria. Bons tempos. Algum neto sacana, vendo o nosso empenho, cutucou:
– Mas aí não tem Shakira?
– Infelizmente, não terá. Afinal, o show dela é sábado. Melhor não gastar a voz da artista num happening da Caverna.
E como não poderia deixar de ser, os assuntos comuns do dia a dia:
– A Petrobras vai aumentar o preço da gasolina nas refinarias.
– É a vida na corda bamba. Nessa semana mesmo o governo criou um subsídio para conter a alta do gás – lembrou Júlio.
Que coisa minúscula é o mundo, não amigos. Foi só fechar um estreito lá pras bandas do continente asiático, nos quintos do Oriente Médio, que a bomba no posto do Zé Ruela, em Cascadura, dispara!
Ibiapina que saboreava um bom naco de picanha, enquanto ouvia do debate, comentou:
– Foi justamente essa a ladainha do pedreiro que há meses me enrola com uma obra lá em casa. Ele pediu aumento por conta da crise da crise energética.
Não resisti e perguntei: Mas o que tem o prego a ver com as calças?
Parece, disseram os jornais, que aumentando o combustível aumenta o custo de logística de tudo que existe…
A patroa aqui de casa contou que, na feira, a dona da barraca de pastel avisou que o preço do quitute vai aumentar.
– Mas, de novo?
E a feirante respondeu:
– São as pressões geopolíticas!
Como o povo não perdoa, o produto lá está sendo chamado agora de pastel de Ormuz.
Enquanto o pato Donald Trump segue errando em suas decisões para controlar a inflação do país dele, no resto do mundo a coisa se complica e tem muito industrial aumentando a mistura em seus produtos. Quem diria que até mesmo a carne bovina, versão moída, tá cada vez mais misturada!
– O boi é manso, mas a vaca é malhada – lembrou Júlio.
E o Fred aproveitou pra me cutucar!
– Quem mandou não gostar de frango na brasa.
Bem, enfim, amigos, esse imbróglio todo que o pato Donald Trump vem produzindo no mundo só não interferiu nas férias, porque aqui no Principado a moeda oficial não é o dólar, nem o real. Permanece a boa e velha lábia, com a qual negociamos, parcelamos, cotizamos, mas não deixamos faltar o churrasco, a cerveja e, principalmente o tempo, esse senhor que gosta de pregar peças na gente, fazendo voar os bons momentos e se arrastarem as horas naqueles dias mais, digamos assim, difíceis!
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