Publicado 12/05/2025 05:00
O deputado Carlinhos BNH iniciou na política em 2016 ao ser eleito vereador de Nova Iguaçu pelo PTC, sendo reeleito pelo atual partido, o Progressistas. Em 2018, foi eleito deputado estadual pelo PTC, mas a candidatura foi indeferida por questões partidárias. De volta ao PP, foi eleito para a Alerj. Com experiência nas áreas, suas principais pautas incluem segurança pública, inclusão social e desenvolvimento comunitário, além de capacitação para jovens e maior integração entre estado e municípios na saúde.
PublicidadeSIDNEY: O senhor é presidente da Comissão de Esportes da Alerj. Quais os projetos para a área?
CARLINHOS BNH: Queremos democratizar o acesso às atividades esportivas, garantir a segurança dos atletas e valorizar as manifestações esportivas locais. Uma das prioridades é levar eventos esportivos para a Baixada Fluminense e municípios do interior, utilizando projetos oriundos da isenção fiscal prevista na Lei de Incentivo ao Esporte. Aprovamos a obrigação de desfibriladores nas corrida de rua para aumentar a segurança e o bem-estar dos participantes. Outro projeto proíbe partidas esportivas antes das 17h durante o verão para proteger os atletas das altas temperaturas, especialmente na capital, onde os termômetros chegaram a marcar 44°C recentemente. Outro destaque é o reconhecimento do time do Nova Iguaçu como Patrimônio Imaterial do Estado do Rio. Defendemos ainda o projeto para formar esportistas de jiu-jitsu, esporte individual que mais cresce no país, com mais de 550 mil praticantes e cerca de 2.500 estabelecimentos de ensino nas grandes capitais. Estamos buscando parcerias para retomar o projeto de reativação do Estádio Célio de Barros, estimado em R$ 30 milhões. Nosso compromisso é com a promoção do esporte como ferramenta de inclusão social, saúde e desenvolvimento regional. Continuaremos trabalhando para que o esporte seja acessível a todos os cidadãos do Estado.
O seu reduto eleitoral é Nova Iguaçu. O que tem sido feito para melhorar a segurança no município?
Além de garantir, com o Governo do Estado, a expansão do "Segurança Presente", viabilizamos a futura instalação de um batalhão da Polícia Militar. Também destinei emendas parlamentares ao batalhão da PM responsável pela atuação na cidade para aquisição de novos equipamentos.
Além de garantir, com o Governo do Estado, a expansão do "Segurança Presente", viabilizamos a futura instalação de um batalhão da Polícia Militar. Também destinei emendas parlamentares ao batalhão da PM responsável pela atuação na cidade para aquisição de novos equipamentos.
O senhor foi apontado como sócio da RYC Garra Patrimonial, que presta serviços administrativos e de apoio em unidades de saúde estaduais, acusada de receber R$ 20 milhões da Fundação Saúde sem licitação. A RYC funcionou no mesmo endereço que a sua empresa, a CS Forte Serviços Patrimoniais, e ambas prestam o mesmo serviço. O que o senhor tem a dizer?
O endereço é um prédio comercial onde funcionam algumas empresas, como a CS Forte Serviços Patrimoniais, que está regular, em dia com as obrigações legais e atua com total transparência. Não possuo qualquer relação com as atividades da RYC Garra e nunca fiz parte do quadro societário.
O endereço é um prédio comercial onde funcionam algumas empresas, como a CS Forte Serviços Patrimoniais, que está regular, em dia com as obrigações legais e atua com total transparência. Não possuo qualquer relação com as atividades da RYC Garra e nunca fiz parte do quadro societário.
O senhor tem um projeto que amplia as buscas por desaparecidos no Rio de Janeiro. Qual é o diferencial da sua proposta?
O projeto consiste no uso de ferramentas digitais que podem auxiliar na busca por pessoas desaparecidas, de maneira rápida e mais eficaz. Infelizmente, o número de desaparecidos está aumentando, segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio, e muitos atendimentos médicos são feitos sem a identificação adequada dos pacientes. A obrigatoriedade de pesquisa nos bancos de dados disponibilizados para consulta pública contribuirá para reduzir os índices.
O projeto consiste no uso de ferramentas digitais que podem auxiliar na busca por pessoas desaparecidas, de maneira rápida e mais eficaz. Infelizmente, o número de desaparecidos está aumentando, segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio, e muitos atendimentos médicos são feitos sem a identificação adequada dos pacientes. A obrigatoriedade de pesquisa nos bancos de dados disponibilizados para consulta pública contribuirá para reduzir os índices.
Um dos seus projetos é sobre o reconhecimento facial em estádios e shows. Especialistas alegam que a situação pode resultar em prisões equivocadas. O senhor concorda?
Discordo profundamente. A Lei 10.533/24 tem objetivo de implantar um sistema de identificação biométrica na entrada de estádios e grandes eventos, aliado ao monitoramento por imagens. Essa medida visa coibir a venda irregular de ingressos e prevenir violência nas arenas esportivas e shows. Um exemplo do uso eficiente dessa tecnologia foi o caso ocorrido em julho de 2023, quando uma torcedora do Palmeiras veio a óbito após ser atingida por uma garrafa. O autor do crime foi identificado graças ao sistema de monitoramento do estádio Allianz Parque. A biometria e o videomonitoramento são ferramentas modernas que, se utilizadas com responsabilidade, reforçam a segurança do público e auxiliam na responsabilização dos agressores.
Discordo profundamente. A Lei 10.533/24 tem objetivo de implantar um sistema de identificação biométrica na entrada de estádios e grandes eventos, aliado ao monitoramento por imagens. Essa medida visa coibir a venda irregular de ingressos e prevenir violência nas arenas esportivas e shows. Um exemplo do uso eficiente dessa tecnologia foi o caso ocorrido em julho de 2023, quando uma torcedora do Palmeiras veio a óbito após ser atingida por uma garrafa. O autor do crime foi identificado graças ao sistema de monitoramento do estádio Allianz Parque. A biometria e o videomonitoramento são ferramentas modernas que, se utilizadas com responsabilidade, reforçam a segurança do público e auxiliam na responsabilização dos agressores.
Nessa primeira legislatura como deputado estadual, quais os seus projetos que viraram leis que o senhor destaca?
Em dois anos de trabalho foram mais de 20 leis aprovadas, que impactam a vida da população do estado. Além da obrigatoriedade da identificação biométrica nos estádios, destaco a Lei nº 10.155/23, uma iniciativa antirracista, ao impedir que condenados por crimes de racismo e injúria racial exerçam funções na administração pública. A Lei 10.240, do mesmo ano, incluiu no Programa Bolsa Atleta do Estado os atletas surdolímpicos, reconhecendo e dando visibilidade aos surdoatletas e promovendo a inclusão social das pessoas com deficiência na sociedade através do esporte.
Em dois anos de trabalho foram mais de 20 leis aprovadas, que impactam a vida da população do estado. Além da obrigatoriedade da identificação biométrica nos estádios, destaco a Lei nº 10.155/23, uma iniciativa antirracista, ao impedir que condenados por crimes de racismo e injúria racial exerçam funções na administração pública. A Lei 10.240, do mesmo ano, incluiu no Programa Bolsa Atleta do Estado os atletas surdolímpicos, reconhecendo e dando visibilidade aos surdoatletas e promovendo a inclusão social das pessoas com deficiência na sociedade através do esporte.
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