Deputado estadual Claudio Caiado (PSD)Divulgação
Publicado 09/03/2026 05:00
Administrador de empresas e pós-graduado em Construção Civil pela Fundação Getúlio Vargas, Claudio Caiado (PSD) tem passagem na iniciativa privada e na Secretaria Municipal de Habitação do Rio na gestão de Eduardo Paes. No primeiro mandato na Alerj, preside a Comissão de Política Urbana, Habitação e Assuntos Fundiários, é membro efetivo da Comissão de Agricultura, Pecuária e Políticas Rural, Agrária e Pesqueira, e suplente das comissões de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional e de Esporte e Lazer.
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SIDNEY: A insegurança traz preocupação. Como o senhor avalia o cenário?
CLAUDIO CAIADO: Segurança se faz com presença, valorização profissional e inteligência. Defendo o fortalecimento de programas de proximidade e incentivos para ampliar a adesão ao RAS (Regime Adicional de Serviço em que agentes trabalham nos dias de folga recebendo gratificação especial) nos períodos de maior demanda. Também acredito na integração tecnológica e na análise de dados como ferramentas estratégicas. Segurança moderna exige inteligência operacional. Além disso, destinamos emendas para aquisição de equipamentos às forças de segurança. Estrutura e inteligência precisam caminhar juntas.
Deputado, qual tem sido o maior desafio no seu primeiro mandato?
Transformar demanda em entrega. A política não pode se limitar ao discurso. A experiência na Habitação me mostrou que a família que espera pela casa própria não pode viver de promessa. O compromisso é trabalhar com responsabilidade, buscar solução concreta e ser transparente quando algo não depende apenas do Legislativo.
O déficit habitacional no Rio é histórico. Como o senhor tem enfrentado esse tema?
O estado enfrenta um déficit superior a 540 mil moradias. Isso representa insegurança jurídica e desigualdade social. A regularização fundiária é um eixo central do nosso trabalho. Ao longo de 2025, milhares de Termos de Reconhecimento de Moradia foram emitidos, com parte já entregue às famílias. Mais de mil títulos definitivos avançaram no mesmo período, e 2026 mantém esse ritmo. A Secretaria trabalha com a previsão de alcançar até 30 mil títulos entregues até 2028, o que amplia a escala da política de regularização e consolida uma agenda estrutural. O título não é burocracia. É segurança jurídica, acesso a crédito e estabilidade para investir na própria casa. Habitação também envolve saneamento, pavimentação e infraestrutura. É política pública integrada.
Como surgiu a Lei "IPVA em Dia"?
Surgiu da escuta. Após a pandemia, muitos trabalhadores estavam inadimplentes não por descaso, mas por falta de condição financeira. Estruturamos o programa permitindo parcelamento em até 12 vezes sem juros dos débitos acumulados entre 2020 e 2025, com possibilidade de licenciamento mediante pagamento da primeira parcela. Desde a implementação, mais de 60 mil parcelamentos foram formalizados, alcançando quase 59 mil veículos, majoritariamente de pessoas físicas. A arrecadação já recuperada supera R$ 130 milhões, com previsão próxima a R$ 279 milhões ao fim das parcelas. O Estado mantém a arrecadação e o trabalhador mantém o direito de circular. É responsabilidade fiscal com sensibilidade social.
Concessionárias de serviços públicos têm sido alvo de críticas. Como o senhor atua nessa fiscalização?
Concessão não significa ausência de controle. Quem paga tem direito a receber um serviço adequado. Nosso mandato fiscaliza contratos, aciona agências reguladoras e cobra transparência. Água e esgoto são serviços essenciais. O Estado precisa exercer o papel regulador com firmeza.
O que podemos esperar do seu mandato em 2026?
Dois projetos concentram nossa energia. O primeiro cria o Fundo Estadual da Baía de Sepetiba, com previsão anual de cerca de R$ 120 milhões para despoluição, saneamento e desenvolvimento sustentável da região. O segundo combate a receptação de fios e cabos metálicos. Ao atingir quem compra o material roubado, enfraquecemos o ciclo que financia esse tipo de crime e protegemos serviços essenciais. O objetivo é atuar na estrutura do problema, não apenas na consequência.
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