Suplente do senador Flávio Bolsonaro e pré-candidato ao Senado, Leo RodriguesDivulgação
Publicado 29/06/2026 05:00
Empresário do ramo aeronáutico e segundo suplente do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Leo Rodrigues é pré-candidato ao Senado pelo Partido Novo, ao qual se filiou este mês. Ele compõe chapa com o apresentador André Marinho, que pretende concorrer ao governo fluminense. Ex-titular da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia do Rio no governo Wilson Witzel, é autor do livro "A Onda", onde conta os bastidores das eleições de 2018, como viagens e experiências nas ruas com a família Bolsonaro.

SIDNEY: Como o senhor pretende, no Senado, incentivar o micro e pequeno empreendedor fluminense?

LEO RODRIGUES: Eu venho da iniciativa privada e sei na prática o que significa gerar empregos, pagar impostos e enfrentar a burocracia brasileira. O pequeno empreendedor é o verdadeiro motor da economia fluminense, mas muitas vezes é tratado pelo Estado como suspeito, quando deveria ser tratado como parceiro. No Senado, vou lutar pela simplificação tributária, pela ampliação da liberdade econômica e pela redução da burocracia. Precisamos criar um ambiente onde abrir e manter uma empresa seja mais fácil, porque cada pequeno negócio que cresce representa mais empregos, mais renda e mais dignidade para as famílias do Rio de Janeiro.
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O Rio de Janeiro tem uma alta taxa de informalidade e o fechamento de comércios tradicionais. Como aumentar os empregos formais no estado?

A informalidade, muitas vezes, não é uma escolha, é consequência de um sistema que dificulta a vida de quem quer empreender. Precisamos reduzir a carga burocrática, facilitar o acesso ao crédito, investir em qualificação profissional e criar um ambiente econômico mais favorável aos negócios. Também defendo uma forte expansão do ensino técnico e da formação profissional através da Faetec, preparando trabalhadores para as demandas da nova economia e aproximando a educação das necessidades do mercado de trabalho. Meu objetivo é ajudar a construir um Rio de Janeiro onde as empresas possam crescer, investir e contratar mais, e onde os trabalhadores tenham acesso a empregos formais, melhores salários e oportunidades reais de ascensão social.

Como ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, o senhor tem algum projeto para as escolas técnicas?

A minha experiência à frente da Secretaria reforçou uma convicção que carrego até hoje: a educação profissional é uma das ferramentas mais poderosas para transformar vidas e gerar oportunidades. Defendo a expansão da rede Faetec tanto para o interior quanto para as comunidades do nosso estado. Muitos jovens talentosos acabam sem perspectivas porque não têm acesso a formação de qualidade próxima de suas casas. Precisamos levar ensino técnico, qualificação profissional e capacitação tecnológica para onde as pessoas vivem. Minha proposta é ampliar a oferta de cursos alinhados às necessidades do mercado de trabalho, especialmente em tecnologia, inteligência artificial, programação, energia, logística, indústria, turismo e economia criativa. Além disso, quero fortalecer as parcerias com empresas para ampliar as oportunidades de estágio e inserção profissional dos alunos. Acredito que a vaga em uma escola técnica pode mudar o destino de um jovem. Quando oferecemos educação de qualidade, abrimos portas para o emprego, para o empreendedorismo e para uma vida longe da influência do crime. Investir na expansão da Faetec é investir em desenvolvimento econômico, inclusão social e segurança pública.

O senhor defende o endurecimento de penas para o crime organizado ou focará na cobrança de uma atuação mais rígida do Governo Federal na proteção das fronteiras?

O Rio enfrenta uma situação que já ultrapassou os limites da criminalidade comum. Estamos lidando com organizações criminosas fortemente armadas que controlam territórios, impõem regras à população e desafiam diariamente o Estado brasileiro. Por isso, defendo uma política de enfrentamento em várias frentes. A primeira é o controle efetivo das fronteiras pelo Governo Federal, impedindo a entrada de armas, munições e drogas que abastecem as facções criminosas. A segunda é o endurecimento da legislação penal. Defendo a redução da maioridade penal para 16 anos em crimes graves, o aumento das penas para roubos e furtos, especialmente para criminosos reincidentes, e punições mais severas para integrantes de facções e organizações criminosas. Também precisamos enfrentar um problema que muitas vezes é ignorado: a falta de vagas no sistema prisional. Não é razoável que criminosos perigosos retornem às ruas porque o Estado não possui estrutura adequada para mantê-los presos. Defendo a ampliação e a modernização do sistema penitenciário, com a construção de novos presídios e unidades de segurança máxima para garantir que a lei seja efetivamente cumprida. Além disso, precisamos dar às forças de segurança os meios necessários para enfrentar o narcoterrorismo que atua em diversas regiões do Rio de Janeiro. O Estado precisa ser mais forte do que o crime organizado. Quem trabalha e respeita a lei deve ter liberdade; quem escolhe o caminho do crime deve ter a certeza da punição.

Como o senhor pretende equilibrar a destinação das suas emendas parlamentares entre os municípios do Rio?

Meu compromisso é com os 92 municípios do estado do Rio. As emendas parlamentares devem ser distribuídas com transparência, critérios técnicos e foco em resultados. Não podem ser usadas como ferramenta política ou eleitoral. Quero priorizar projetos que tragam melhorias concretas para a população nas áreas de saúde, segurança, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. O cidadão precisa saber para onde cada recurso foi destinado e quais benefícios foram entregues.

Qual é o caminho para desenvolver o Rio economicamente?

O desenvolvimento não virá apenas do aumento dos gastos públicos. Precisamos atrair investimentos privados, reduzir a insegurança jurídica, simplificar processos e criar um ambiente favorável para quem deseja produzir e gerar empregos. O estado tem enorme potencial em áreas como petróleo, gás, turismo, tecnologia, logística, indústria criativa e economia do mar. O papel do Senado é ajudar a remover obstáculos, destravar investimentos e defender reformas que estimulem o crescimento econômico. Acredito que o caminho para o Rio voltar a crescer passa pelo empreendedorismo, pela qualificação profissional, pela inovação e por uma segurança pública que devolva ao cidadão o direito de viver, trabalhar e investir sem medo.

Colaboração de Claudia Villas Boas
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