Publicado 13/07/2026 05:00
Formada em Música e Arquitetura, Isabel Werneck é executiva especialista em gestão pública e marketing, com experiência na iniciativa privada e na Prefeitura do Rio. Trabalhou na Comunicação da Casa Civil, agência RioNegócios e Instituto Pereira Passos, além de contribuir em programas sociais do governo federal. Participou de projetos de projeção internacional, entre eles, a direção-geral do Rio Capital Mundial do Livro 2025, da Unesco, além de coordenar o Passaporte Cultural nos Jogos Rio 2016 e o Comitê Rio450.
SIDNEY: Quais os projetos da sua gestão para a Cidade das Artes?
ISABEL WERNECK: Estamos trabalhando na construção de pauta com projetos que contribuem para o reposicionamento da Cidade das Artes no cenário cultural do Rio de Janeiro. Somos o maior complexo multicultural do Rio e um dos maiores da América Latina, tendo condições de trabalhar todas as linguagens artísticas. Nossa ideia é diversificar a programação, mesclando atrações que explorem a cultura nacional com grandes produções internacionais. Para isso, nossa Grande Sala possui a vocação e a capacidade técnica ideais para abrigar superproduções como o espetáculo "Wicked", que faz a primeira temporada carioca a partir deste mês. Também integram nossa pauta espetáculos populares, projetos de inclusão, música erudita, exposições, shows, literatura, festivais e eventos corporativos. O verdadeiro sentido de manter este espaço funcionando a pleno vapor é promover o encontro de diferentes perspectivas em um mesmo ambiente.
O que vem sendo feito para atrair novos públicos e democratizar o acesso para quem nunca frequentou o espaço?
Para atrair o público que nunca visitou a Cidade das Artes, estamos implementando medidas práticas baseadas na ocupação de áreas abertas e na inclusão social e cultural. Um dos destaques é o programa "Formação de Plateia", que vai além da distribuição gratuita de ingressos. Ele cria memórias, amplia horizontes e transforma vidas por meio da arte. Além disso, a Biblioteca Municipal Ziraldo, que funciona dentro do nosso espaço, conta com um acervo de mais de sete mil títulos e oferece atividades gratuitas e estratégicas de engajamento. Nosso objetivo é diversificar a programação, desmistificar o conceito de que a arte é elitista e consolidar a Cidade das Artes como um polo de inclusão social, lazer e educação.
Como a programação equilibra musicais consagrados e o incentivo a novos projetos?
Os musicais consagrados atraem um grande público, ajudando a financiar a estrutura do complexo e apresentando a grandiosidade da Grande Sala, que possui um dos maiores palcos da América Latina. Paralelamente, a Cidade das Artes conta com o Teatro de Câmara, espaço com uma acústica privilegiada que dispensa o uso de microfones, sendo perfeito para concertos. Já a Sala Eletroacústica tem como proposta fomentar projetos experimentais e fortalecer o cenário artístico-cultural carioca. Esse ambiente é amplamente utilizado por artistas em ascensão, pois promove uma experiência de extrema proximidade física entre os músicos e a plateia. Assim, nosso modelo de gestão une grandes espetáculos ao incentivo a novos talentos, reforçando o compromisso de impulsionar a nova geração da cena artística do Rio de Janeiro.
A Cidade das Artes é considerada um lugar distante por muitos moradores do Rio. Como facilitar o acesso ao público?
Hoje em dia, essa percepção de distância mudou significativamente com as facilidades de acesso à Barra da Tijuca. Estamos integrados, por meio de uma passagem subterrânea exclusiva, segura e sinalizada, ao Terminal Alvorada, que conecta o complexo às linhas de ônibus e do BRT vindas dos mais diversos bairros da cidade e de outros municípios do Rio de Janeiro. Quem utiliza o metrô deve seguir pela Linha 4 até a estação Jardim Oceânico e fazer a integração com o BRT em direção ao Terminal Alvorada. Além disso, dispomos de estacionamento próprio e de uma área para embarque e desembarque de passageiros de aplicativos de transporte. Essa barreira geográfica já foi derrubada para garantir que o acesso à cultura seja exercido plenamente por todo e qualquer carioca, independentemente do CEP onde resida.
Além das soluções arquitetônicas, como a Cidade das Artes trabalha a acessibilidade de conteúdo: Libras, audiodescrição e sessões adaptadas?
Para promover a acessibilidade de forma eficaz, a Cidade das Artes atua junto às produções na adoção de medidas práticas de inclusão, garantindo que pessoas com deficiências sensoriais e intelectuais desfrutem plenamente das apresentações. Estamos implementando, de forma gradual, um plano de acessibilidade que oferece mais conforto e segurança a esse público e a todos que necessitam de cuidados específicos. Nosso objetivo é consolidar o complexo como um espaço verdadeiramente democrático e acolhedor.
De que maneira os eventos do local impactam a economia criativa e o turismo do Rio?
Movimentamos o turismo e a economia criativa ao atrair grandes festivais, rodadas de negócios e um público diverso para a Barra da Tijuca. Grandes eventos corporativos e culturais, como o Rio2C, geram milhares de empregos, atraem turistas, estimulam o setor de serviços e consolidam o Rio de Janeiro como um polo de inovação. Vamos muito além do entretenimento e do lazer. Somos uma plataforma viva para o fomento de novas parcerias comerciais e tecnológicas. A versatilidade do nosso complexo cultural abraça uma vasta cadeia de profissionais de diferentes setores, como audiovisual, artes cênicas, design, música e tecnologia, resultando em um potente polo gerador de renda. Cultura e economia andam de mãos dadas. Com essa engrenagem, a Cidade das Artes reafirma seu compromisso de não ser apenas um espaço de recepção de espetáculos, mas uma incubadora ativa da economia criativa do Rio de Janeiro.
PublicidadeSIDNEY: Quais os projetos da sua gestão para a Cidade das Artes?
ISABEL WERNECK: Estamos trabalhando na construção de pauta com projetos que contribuem para o reposicionamento da Cidade das Artes no cenário cultural do Rio de Janeiro. Somos o maior complexo multicultural do Rio e um dos maiores da América Latina, tendo condições de trabalhar todas as linguagens artísticas. Nossa ideia é diversificar a programação, mesclando atrações que explorem a cultura nacional com grandes produções internacionais. Para isso, nossa Grande Sala possui a vocação e a capacidade técnica ideais para abrigar superproduções como o espetáculo "Wicked", que faz a primeira temporada carioca a partir deste mês. Também integram nossa pauta espetáculos populares, projetos de inclusão, música erudita, exposições, shows, literatura, festivais e eventos corporativos. O verdadeiro sentido de manter este espaço funcionando a pleno vapor é promover o encontro de diferentes perspectivas em um mesmo ambiente.
O que vem sendo feito para atrair novos públicos e democratizar o acesso para quem nunca frequentou o espaço?
Para atrair o público que nunca visitou a Cidade das Artes, estamos implementando medidas práticas baseadas na ocupação de áreas abertas e na inclusão social e cultural. Um dos destaques é o programa "Formação de Plateia", que vai além da distribuição gratuita de ingressos. Ele cria memórias, amplia horizontes e transforma vidas por meio da arte. Além disso, a Biblioteca Municipal Ziraldo, que funciona dentro do nosso espaço, conta com um acervo de mais de sete mil títulos e oferece atividades gratuitas e estratégicas de engajamento. Nosso objetivo é diversificar a programação, desmistificar o conceito de que a arte é elitista e consolidar a Cidade das Artes como um polo de inclusão social, lazer e educação.
Como a programação equilibra musicais consagrados e o incentivo a novos projetos?
Os musicais consagrados atraem um grande público, ajudando a financiar a estrutura do complexo e apresentando a grandiosidade da Grande Sala, que possui um dos maiores palcos da América Latina. Paralelamente, a Cidade das Artes conta com o Teatro de Câmara, espaço com uma acústica privilegiada que dispensa o uso de microfones, sendo perfeito para concertos. Já a Sala Eletroacústica tem como proposta fomentar projetos experimentais e fortalecer o cenário artístico-cultural carioca. Esse ambiente é amplamente utilizado por artistas em ascensão, pois promove uma experiência de extrema proximidade física entre os músicos e a plateia. Assim, nosso modelo de gestão une grandes espetáculos ao incentivo a novos talentos, reforçando o compromisso de impulsionar a nova geração da cena artística do Rio de Janeiro.
A Cidade das Artes é considerada um lugar distante por muitos moradores do Rio. Como facilitar o acesso ao público?
Hoje em dia, essa percepção de distância mudou significativamente com as facilidades de acesso à Barra da Tijuca. Estamos integrados, por meio de uma passagem subterrânea exclusiva, segura e sinalizada, ao Terminal Alvorada, que conecta o complexo às linhas de ônibus e do BRT vindas dos mais diversos bairros da cidade e de outros municípios do Rio de Janeiro. Quem utiliza o metrô deve seguir pela Linha 4 até a estação Jardim Oceânico e fazer a integração com o BRT em direção ao Terminal Alvorada. Além disso, dispomos de estacionamento próprio e de uma área para embarque e desembarque de passageiros de aplicativos de transporte. Essa barreira geográfica já foi derrubada para garantir que o acesso à cultura seja exercido plenamente por todo e qualquer carioca, independentemente do CEP onde resida.
Além das soluções arquitetônicas, como a Cidade das Artes trabalha a acessibilidade de conteúdo: Libras, audiodescrição e sessões adaptadas?
Para promover a acessibilidade de forma eficaz, a Cidade das Artes atua junto às produções na adoção de medidas práticas de inclusão, garantindo que pessoas com deficiências sensoriais e intelectuais desfrutem plenamente das apresentações. Estamos implementando, de forma gradual, um plano de acessibilidade que oferece mais conforto e segurança a esse público e a todos que necessitam de cuidados específicos. Nosso objetivo é consolidar o complexo como um espaço verdadeiramente democrático e acolhedor.
De que maneira os eventos do local impactam a economia criativa e o turismo do Rio?
Movimentamos o turismo e a economia criativa ao atrair grandes festivais, rodadas de negócios e um público diverso para a Barra da Tijuca. Grandes eventos corporativos e culturais, como o Rio2C, geram milhares de empregos, atraem turistas, estimulam o setor de serviços e consolidam o Rio de Janeiro como um polo de inovação. Vamos muito além do entretenimento e do lazer. Somos uma plataforma viva para o fomento de novas parcerias comerciais e tecnológicas. A versatilidade do nosso complexo cultural abraça uma vasta cadeia de profissionais de diferentes setores, como audiovisual, artes cênicas, design, música e tecnologia, resultando em um potente polo gerador de renda. Cultura e economia andam de mãos dadas. Com essa engrenagem, a Cidade das Artes reafirma seu compromisso de não ser apenas um espaço de recepção de espetáculos, mas uma incubadora ativa da economia criativa do Rio de Janeiro.
Colaboração de Claudia Villas Boas
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.