Publicado 20/07/2026 05:00
Bacharel em Direito, Jeniffer Coelho Ramos é servidora pública municipal há 19 anos. Nascida e criada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, construiu sua trajetória na Prefeitura, passando pela Comlurb, onde trabalhou como gari, e pela Guarda Municipal. Defensora da causa animal, assumiu a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais desde o início do ano. Sua gestão visa o controle populacional (castrações), atendimento clínico gratuito e combate aos maus-tratos dos animais da cidade.
SIDNEY: O número de animais abandonados nas ruas do Rio e de maus-tratos vêm aumentando. Quais têm sido as ações da Secretaria para contornar os problemas?
JENIFFER COELHO RAMOS: A Secretaria não para. A toda hora são feitos resgates de animais abandonados pela cidade. A maneira mais eficaz para que não haja abandono é evitar as ninhadas indesejadas. E isso só acontece através da castração. Temos intensificado as ações de castração nas unidades veterinárias do município e através do Castramóvel.
Como está a situação dos abrigos públicos do Rio?
Com tantos animais abandonados, os abrigos estão lotados. Vemos um aumento expressivo de cães da raça pitbull, o que complica ainda mais a situação, porque são animais territorialistas, que ocupam sozinhos uma baia onde poderíamos abrigar sete animais. Temos apelado aos lares temporários. A população precisa colaborar. Desde 2025, é proibida a comercialização de pitbull e a lei determina a castração de todos os animais desta raça. Mas as pessoas desobedecem as regras, depois não dão conta e jogam o bicho na rua. Temos um cadastro de animais aptos para adoção nas nossas redes sociais, com fotos dos bichinhos. Para adotar, basta entrar na página da Secretaria (@smpda.rj), escolher o animal e entrar em contato conosco. Entregamos a domicílio, através do programa "Entrega Pet". O animal já vai castrado, vacinado e microchipado.
Alguns moradores de rua têm animais. A Secretaria presta algum auxílio nesses casos e para animais comunitários?
Sim. A Prefeitura oferece atendimento veterinário, vacinação, microchipagem, além do Castramóvel circulando pelos bairros.
PublicidadeSIDNEY: O número de animais abandonados nas ruas do Rio e de maus-tratos vêm aumentando. Quais têm sido as ações da Secretaria para contornar os problemas?
JENIFFER COELHO RAMOS: A Secretaria não para. A toda hora são feitos resgates de animais abandonados pela cidade. A maneira mais eficaz para que não haja abandono é evitar as ninhadas indesejadas. E isso só acontece através da castração. Temos intensificado as ações de castração nas unidades veterinárias do município e através do Castramóvel.
Como está a situação dos abrigos públicos do Rio?
Com tantos animais abandonados, os abrigos estão lotados. Vemos um aumento expressivo de cães da raça pitbull, o que complica ainda mais a situação, porque são animais territorialistas, que ocupam sozinhos uma baia onde poderíamos abrigar sete animais. Temos apelado aos lares temporários. A população precisa colaborar. Desde 2025, é proibida a comercialização de pitbull e a lei determina a castração de todos os animais desta raça. Mas as pessoas desobedecem as regras, depois não dão conta e jogam o bicho na rua. Temos um cadastro de animais aptos para adoção nas nossas redes sociais, com fotos dos bichinhos. Para adotar, basta entrar na página da Secretaria (@smpda.rj), escolher o animal e entrar em contato conosco. Entregamos a domicílio, através do programa "Entrega Pet". O animal já vai castrado, vacinado e microchipado.
Alguns moradores de rua têm animais. A Secretaria presta algum auxílio nesses casos e para animais comunitários?
Sim. A Prefeitura oferece atendimento veterinário, vacinação, microchipagem, além do Castramóvel circulando pelos bairros.
No Estado do Rio, a focinheira e a guia são obrigatórias por lei para cães de médio e grande porte e raças potencialmente perigosas em locais públicos. Apesar da obrigatoriedade, o ataque desses animais continua acontecendo. Existe algum projeto de conscientização ou adoção responsável para raças de grande porte?
Desde 2005, está proibida a comercialização de raças que apresentam maior potencial agressivo, como pitbull, rottweiler e dobermann. E a lei determina a esterilização destes animais. Também é proibida a circulação sem a focinheira e em locais de maior movimentação, como praças e próximo a escolas. Mas, infelizmente, as pessoas não cumprem a lei. Há, na Câmara Municipal, um projeto de lei do vereador Luiz Ramos Filho que cria uma série de procedimentos para quem tem animais agressivos, justamente para evitar os ataques. O projeto estipula multa para quem descumprir as regras, porque é necessário punir. Infelizmente, as pessoas só cumprem as regras quando há punição.
Como está o programa de castração da Secretaria? Qual é a meta para este ano?
No ano passado, castramos aproximadamente 70 mil animais, nas unidades municipais e através do Castramóvel. Este ano, até agora, foram cerca de 35 mil. Vamos intensificar as ações neste semestre. Pretendemos chegar até o fim do ano com, pelo menos, 10% a mais de esterilizações. Não é uma meta fácil de ser cumprida, mas estamos fazendo o possível para chegar lá. A dedicação dos funcionários da Secretaria é total. Só trabalha conosco quem tem amor e dedicação aos animais. Como o trabalho é muito intenso, só fica quem ama.
Este período junino, assim como o revéillon, causa stress nos animais devido ao barulho dos fogos. Existe alguma fiscalização ou campanha educativa para esta situação?
O cidadão só tem permissão para soltar os fogos sem barulho. Além de prejudicar muito os animais, incomoda demais os autistas, os idosos, as crianças e os enfermos. A fiscalização dessa lei é de competência da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Ordem Pública. É importante lembrar que, na cidade do Rio, é proibida a fabricação e a comercialização de fogos de artifício. As pessoas vêm se conscientizando, já foi muito pior. Mas ainda temos muito o que avançar.
Colaboração de Claudia Villas Boas
Desde 2005, está proibida a comercialização de raças que apresentam maior potencial agressivo, como pitbull, rottweiler e dobermann. E a lei determina a esterilização destes animais. Também é proibida a circulação sem a focinheira e em locais de maior movimentação, como praças e próximo a escolas. Mas, infelizmente, as pessoas não cumprem a lei. Há, na Câmara Municipal, um projeto de lei do vereador Luiz Ramos Filho que cria uma série de procedimentos para quem tem animais agressivos, justamente para evitar os ataques. O projeto estipula multa para quem descumprir as regras, porque é necessário punir. Infelizmente, as pessoas só cumprem as regras quando há punição.
Como está o programa de castração da Secretaria? Qual é a meta para este ano?
No ano passado, castramos aproximadamente 70 mil animais, nas unidades municipais e através do Castramóvel. Este ano, até agora, foram cerca de 35 mil. Vamos intensificar as ações neste semestre. Pretendemos chegar até o fim do ano com, pelo menos, 10% a mais de esterilizações. Não é uma meta fácil de ser cumprida, mas estamos fazendo o possível para chegar lá. A dedicação dos funcionários da Secretaria é total. Só trabalha conosco quem tem amor e dedicação aos animais. Como o trabalho é muito intenso, só fica quem ama.
Este período junino, assim como o revéillon, causa stress nos animais devido ao barulho dos fogos. Existe alguma fiscalização ou campanha educativa para esta situação?
O cidadão só tem permissão para soltar os fogos sem barulho. Além de prejudicar muito os animais, incomoda demais os autistas, os idosos, as crianças e os enfermos. A fiscalização dessa lei é de competência da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Ordem Pública. É importante lembrar que, na cidade do Rio, é proibida a fabricação e a comercialização de fogos de artifício. As pessoas vêm se conscientizando, já foi muito pior. Mas ainda temos muito o que avançar.
Colaboração de Claudia Villas Boas
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