Roberto Lisandro Leão, chefe chefe do Gabinete de Segurança Institucional, secretário interino de Estado de Governo do Rio e presidente interino do Instituto Rio Metrópole.Divulgação
Publicado 03/08/2026 05:00
Roberto Lisandro Leão é chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e secretário interino de Estado de Governo do Rio de Janeiro, atuando também na presidência interina do Instituto Rio Metrópole. Mestre em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e bacharel em Direito pela Universidade Candido Mendes, é Delegado de Polícia Civil do Estado, com 18 anos de carreira na instituição e experiência nas áreas de inteligência institucional, segurança pública e combate ao crime organizado.

SIDNEY: Secretário, o que mudou na administração do estado nessa gestão do governador Ricardo Couto?

ROBERTO LISANDRO LEÃO: A prioridade da gestão tem sido trabalhar com eficiência, responsabilidade e cuidado com o dinheiro público. O governador nos dá liberdade e autonomia para atuar tecnicamente, mas isso vem acompanhado de uma cobrança diária por metas e resultados transparentes para a população.

Como acontece na prática a busca por mais transparência nos contratos, aumento do controle interno e compliance?

A orientação aqui é simples: tudo precisa ser feito com base em critérios técnicos e objetivos. Como estamos lidando com recursos públicos, a transparência e a prestação de contas são obrigações diárias. A transparência nos contratos permite que a sociedade e os órgãos de controle acompanhem o trabalho, e o compliance entra justamente para padronizar processos e prevenir falhas.

Além de secretário, o senhor foi nomeado presidente interino do Instituto Rio Metrópole. O que descobriu ao analisar o funcionamento interno da instituição?

Nosso objetivo no Instituto é reorganizar a estrutura e garantir que ele cumpra seu papel. Ao analisar o funcionamento do órgão, percebemos que, ao longo do tempo, ele acabou se afastando de suas finalidades originais e precisava de um controle interno mais rigoroso. O trabalho agora é corrigir esses fluxos para que a estrutura funcione de forma enxuta e voltada estritamente para interesse público.

O GSI está trabalhando em parceria com a Cedae na auditoria que a Companhia está fazendo em seus contratos. Como esse trabalho está sendo desenvolvido?

Há uma cooperação técnica entre a Cedae, a Casa Civil e o Gabinete de Segurança Institucional. A equipe da Cedae faz a revisão dos contratos e da rotina de funcionamento para garantir a segurança dos serviços. Quando há necessidade de aprofundar alguma análise, o GSI entra para dar esse suporte técnico. Caso sejam identificadas divergências ou irregularidades, os relatórios são encaminhados aos órgãos de controle competentes.

O que mais o impressionou no modelo que existia antes da chegada do atual governo?

Nosso foco precisa estar sempre no presente e no aperfeiçoamento da gestão. Mas, ao analisar o histórico, o que chamou atenção foi uma certa falta de integração entre os órgãos, com cada setor funcionando de forma isolada. Há muitos servidores dedicados no Estado, então o nosso empenho tem sido organizar essa Casa, promovendo o trabalho conjunto e a visão sistêmica na administração.

Como funciona agora o Programa Segurança Presente?

O Segurança Presente é um serviço de policiamento feito por policiais militares. Por isso, a decisão foi transferir a gestão do programa para a Secretaria de Estado de Polícia Militar, que é onde faz mais sentido do ponto de vista operacional. Essa transição está sendo feita de forma gradual e planejada, com o objetivo de integrar melhor as equipes com os batalhões de área e usar os recursos de forma mais estratégica para a população.
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Colaboração de Claudia Villas Boas
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