Agricultura Regenerativadivulgação
Publicado 12/11/2025 19:48 | Atualizado 12/11/2025 19:49
Apesar dos esforços, ainda há muito a fazer para reduzir a pegada ambiental do agronegócio, setor que continua listado por ambientalistas como um dos maiores impactantes. No entanto, não se pode negar honrosos exemplos que servem, inclusive, de inspiração para o próprio ramo.
Publicidade
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aproveitou a COP30, realizada em Belém, como cenário para a edição deste ano do SB COP Awards, premiação que reconhece iniciativas empresariais concretas voltadas à transição para uma economia de baixo carbono. Um dos critérios de condecoração é justamente a adoção de boas práticas nas produções agrícolas que fornecem insumos para produtos industrializados.
Ao todo, 670 projetos foram inscritos em todo o mundo, e 48 iniciativas foram selecionadas — entre elas, o programa global batizado no Brasil como “Cultivado com Respeito”. A ação apoia a resiliência de 3,8 mil fazendas por meio do incentivo à agricultura regenerativa, conjunto de práticas que restauram a saúde do solo, aumentam a biodiversidade e reduzem as emissões de gases de efeito estufa.
Os resultados comprovam o impacto positivo da iniciativa: propriedades mais avançadas em práticas regenerativas registraram aumento de 18% na rentabilidade, 10% na produtividade e redução de 30% nas emissões de gases de efeito estufa, quando comparadas às fazendas iniciantes, na safra de 2024.
“É possível produzir café de forma mais regenerativa, aumentando a produtividade e a rentabilidade dos produtores, ao mesmo tempo em que contribuímos para a mitigação das mudanças climáticas”, afirma Bárbara Sapunar, diretora executiva de ESG da Nestlé Brasil, premiada pelo projeto NESCAFÉ Plan.
Lançado há mais de uma década, esse programa sustentável é voltado exclusivamente à cadeia do café. No Brasil, atua diretamente com produtores para promover boas práticas agrícolas, regeneração do solo e melhoria da qualidade dos grãos.
O “Cultivado com Respeito” começou com atuação em poucas propriedades e hoje já alcança mais de 3,8 mil fazendas no país, ampliando a produção responsável e fortalecendo as comunidades cafeeiras.
A iniciativa também estimula o empreendedorismo rural, apoiando agricultores que investem em suas próprias marcas e torrefações. Atualmente, todo o café utilizado pela empresa no Brasil tem origem sustentável, proveniente de fazendas que aplicam pelo menos uma prática regenerativa em seu processo produtivo.
Leia mais