Ampliação de Centro Brasileiro de Pesquisa MarítimaFoto: Divulgação da Marinha
Publicado 02/03/2026 17:42 | Atualizado 02/03/2026 17:43
A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
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Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
Espaço Selvagem
As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra. 
Complexidade da Operação
A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.
O laboratório avançado já recebeu mais de dois mil pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Além da fiscalização territorial, a Base é de fundamental importância para monitoramento das condições marinhas, da fauna, monitoramento do tempo e das marés, além de atividades geológicas contribuindo para previsão de terremotos e tsunamis em outras partes do mundo. 
* Luiz André Ferreira é professor universitário, jornalista, apresentador e podcaster. Mestre em Projetos Socioambientais, em Bens Culturais e Designer Educacional
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