Publicado 17/10/2025 19:08 | Atualizado 17/10/2025 19:08
Pensando em reformar o imóvel? Este é o desejo de muitas pessoas e, para que tudo dê certo, a recomendação é estar atento a todos os detalhes. A falta de planejamento, por exemplo, pode tornar o sonho em pesadelo. "Uma obra precisa ser conduzida como uma orquestra, onde cada profissional tem sua função, mas é o arquiteto quem atua como maestro, coordenando todas as etapas para que o resultado seja impecável. Sem essa visão, é comum o cliente se perder no meio do caminho", observa Paulo Tripoloni, arquiteto e professor de arquitetura. Para evitar atropelos, o especialista destaca oito erros que devem ser evitados:
Publicidade1 - Falta de projeto executivo detalhado. Um dos principais equívocos cometidos é acreditar que apenas um desenho básico é suficiente para guiar uma obra. Sem um projeto executivo completo, que inclua plantas técnicas, cortes, detalhamentos elétricos, hidráulicos, de gesso, marcenaria e, principalmente, a inclusão de uma imagem em 3D, a execução fica sujeita a improvisos e decisões tomadas às pressas, o que aumenta as possibilidades de retrabalho, desperdício de material e até resultados abaixo das expectativas.
2 - Estouro de orçamento. Erro recorrente em situações de proprietários que não têm apoio técnico e se veem diante de gastos muito acima do previsto. Isso pode acontecer por não calcular corretamente a metragem de revestimentos, rodapés, o consumo de tinta, quantidade de esquadrias ou mesmo pela falta de definição de acabamentos. Portanto, avalie cada insumo com precisão, evitando desperdícios e garantindo que o orçamento reflita a realidade.
3 - Prazos além do esperado. Obras que se arrastam por meses são uma das maiores frustrações de quem reforma. Muitas vezes, a causa não é o tamanho da obra, mas sim a falta de um cronograma claro e realista. Por isso, é preciso mapear cada etapa, prever imprevistos e organizar o fluxo de trabalho.
4 - Mão de obra desqualificada. Outro erro frequente é contratar profissionais sem referências sólidas, baseando-se apenas em preços baixos. Esse tipo de escolha abre espaço para trabalhos mal executados, acabamentos com falhas e até problemas estruturais que custam caro para corrigir. Quem pensa em reformar precisa de antecedentes, visitar obras concluídas, pedir indicações de clientes anteriores e pesquisar o histórico dos profissionais para evitar surpresas desagradáveis.
5 - Arrependimentos pós-obra. Muitas pessoas percebem só depois da reforma que a sala ficou menor do que imaginavam, que o revestimento não trouxe o efeito esperado ou que a cozinha ficou mal pensada. Resolver problemas após a obra pode sair mais caro e mais cansativo. Um projeto completo elimina arrependimentos e garante satisfação a longo prazo porque a casa passa a responder verdadeiramente às necessidades de quem vive nela.
6 - Horários de obra. Neste ponto, principalmente em condomínios, é preciso respeitar os horários permitidos, como o início e o término do expediente, além da entrada de prestadores de serviço. Ignorar estas regras pode gerar advertências, multas e até a paralisação da obra.
7 - Solicitação de materiais. Muito comum pensar que é melhor comprar tudo de uma vez, mas essa prática costuma gerar excesso de estoque, além da ocupação desnecessária e até perdas por quebra ou mau armazenamento. Por outro lado, sair comprando de forma desordenada também aumenta custos e riscos. O segredo está no equilíbrio de planejar as aquisições de acordo com o ritmo da reforma. O ideal é que os materiais cheguem próximos ao momento em que serão utilizados.
8 - Falta de organização geral. Por fim, um erro que compromete todos os demais é a desorganização. Uma obra é um sistema complexo, em que prazos, orçamento, logística e segurança precisam caminhar juntos. Quando não há coordenação, as falhas aparecem em cascata, multiplicando custos e aumentando os desgastes emocionais do cliente. Por isso, é importante contar com a ajuda de um arquiteto, pois ele alinhará cada detalhe para que a obra aconteça sem imprevistos.
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