Área gourmet recebeu três tipos de cobertura: de barro, translúcida e de vidroDivulgação/Guilherme Pucci
Publicado 18/02/2026 10:00
Quem tem quintal ou uma área externa em casa, muitas vezes fica na dúvida de como proteger o local do sol e da chuva. A cobertura é peça fundamental, pois amplia o uso dos espaços de lazer e cria uma sombra agradável, além de tornar o ambiente mais convidativo. Mas qual o modelo ideal? Segundo o arquiteto Bruno Moraes, à frente do BMA Studio, essa decisão vai muito além da função básica de proteção. Isso porque a tipologia influencia diretamente no bem-estar térmico, na entrada de luz e ventilação natural, no consumo energético e até na identidade da construção. "Não existe uma cobertura melhor do que a outra, mas sim aquela que faz mais sentido para cada projeto, sempre considerando o uso do espaço, clima, arquitetura e o estilo de vida dos moradores", explica Moraes. Ele destaca seis exemplos:
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1 - Estrutura de madeira e telhas de barro. Duráveis e ótimas para absorver calor, elas contribuem com o frescor dos ambientes internos, mesmo nas regiões de clima predominante quente. Além da eficiência, carregam um valor afetivo e cultural que as tornaram atemporal nos projetos. Hoje, há versões mais precisas, com encaixes aprimorados e variações de acabamento, mas a essência segue a mesma.
2 - Telhas translúcidas. Menos comuns, são semelhantes às telhas de barro, porém priorizam mais a iluminação natural e a redução do consumo energético. São muito adotadas em áreas de serviço, corredores, garagens e áreas externas cobertas. Mas seu desafio está na dosagem. O uso pontual e estratégico das telhas translúcidas é o que garante o resultado sem comprometer a eficiência térmica, especialmente quando combinadas com outros materiais. Ela precisa ser pensada como um recurso arquitetônico, não apenas funcional. Quando empregada com critério, transforma a percepção da área externa e melhora a experiência cotidiana.
3 - Coberturas de vidro. Representam uma escolha altamente valorizada nos projetos contemporâneos, pois permitem máxima entrada de luz natural e criam uma conexão direta entre interior e exterior especialmente em jardins, pátios internos, áreas gourmet e varandas. Com o avanço da tecnologia, o vidro passou a oferecer ainda mais segurança com opções laminadas, temperadas e de controle solar. Esteticamente, o material confere leveza à estrutura e valoriza a arquitetura, resultando em ambientes luminosos, e visualmente amplos. A atenção maior fica por conta da especificação correta e da integração com sistemas de ventilação e sombreamento.
4 - Coberturas artesanais. Feitas de fibras naturais como palha, bambu ou tramas de fibras sintéticas com aparência natural resgatam técnicas tradicionais e imprimem um forte caráter sensorial aos espaços. Além do apelo estético, oferecem bom desempenho na filtragem da luz, concebendo sombras suaves e um ar mais natural.
5 - Uso híbrido. Combina diferentes materiais em um mesmo projeto Essa estratégia permite extrair o melhor desempenho de cada sistema ao equilibrar luz, ventilação, conforto térmico e estética. É comum, por exemplo, associar telhas de barro com trechos translúcidos, ou estruturas metálicas com painéis de vidro. O resultado são espaços mais dinâmicos, adaptáveis às diferentes funções e horários de uso.
6 - Coberturas móveis. Vêm se destacando como uma das soluções mais desejadas, especialmente em áreas externas como rooftops e espaços gourmet, devido ao potencial flexível de poder abrir ou fechar o ambiente conforme o clima, a incidência solar ou o tipo de uso. Podem ser compostos por estruturas metálicas com painéis retráteis de vidro, policarbonato ou tecidos técnicos, na maioria das vezes automatizados. Assim, o espaço se transforma ao longo do dia, oferecendo proteção em dias chuvosos e abertura total em momentos de clima agradável. A recomendação é sempre orçar esse tipo de solução com um profissional especializado. Além da qualidade do acabamento, isso evita dores de cabeça futuras, como infiltrações ou até danos a equipamentos e mobiliário.
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