Publicado 06/05/2026 10:00
Profissão historicamente considerada masculina, as mulheres pedreiras ganharam um espaço na história postal. Isso porque elas foram a inspiração dos Correios para um selo especial da série Profissões. A arte, feita por Fernanda Almeida e impressa na Casa da Moeda, mostra uma mulher usando um capacete de segurança vermelho, camisa e luvas azuis.
A personagem segura uma desempenadeira com massa de cimento em uma mão e uma colher de pedreira na outra, em uma pose firme e confiante para enaltecer o empoderamento feminino. Já a cor do fundo é lilás, trazendo delicadeza na representação da profissão.
No edital do selo, material com a ficha técnica e as explicações sobre a concepção da peça filatélica, está a história de Karina Cândido. Aluna do Instituto Mulher em Construção, há 15 anos deixou a carreira de jornalista para recomeçar como pedreira. "Era um desafio físico e emocional. O sexismo foi forte. Me pagavam menos que um servente homem sem experiência", conta Karina.
PublicidadeA personagem segura uma desempenadeira com massa de cimento em uma mão e uma colher de pedreira na outra, em uma pose firme e confiante para enaltecer o empoderamento feminino. Já a cor do fundo é lilás, trazendo delicadeza na representação da profissão.
No edital do selo, material com a ficha técnica e as explicações sobre a concepção da peça filatélica, está a história de Karina Cândido. Aluna do Instituto Mulher em Construção, há 15 anos deixou a carreira de jornalista para recomeçar como pedreira. "Era um desafio físico e emocional. O sexismo foi forte. Me pagavam menos que um servente homem sem experiência", conta Karina.

O primeiro trabalho como pedreira veio depois de muita insistência. Após pedir emprego para os colegas, um professor do curso a convidou para atuar em obras que coordenava. "Levantei muito tijolo, muita casa, já fiz de tudo", diz Karina. Hoje, a profissional é mestre de obras, coordenando equipes, subindo em andaimes e ensinando alunas a assentar tijolos. Além disso, é professora de mulheres que desejam seguir o mesmo caminho.
Importante lembrar que a profissão de pedreiro é uma das mais antigas e essenciais. Afinal, nada sai do papel sem esse trabalho. Apesar de a função ainda estar muito associada aos homens, o público feminino vem conquistando o seu espaço. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirma que a presença das mulheres na construção civil, em todos os cargos, representa 11% da força de trabalho no setor. Ainda é pouco, mas, entre 2018 e 2023, esse número subiu cerca de 45%, passando de 193 mil para 279 mil.
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