Volume de créditos comercializados no consócio de imóveis chegou a R$ 74,68 bilhões, no primeiro bimestreFreepik
Publicado 14/05/2026 17:00
A conquista da casa própria permanece como um dos principais sonhos dos brasileiros. E o consórcio imobiliário tem sido uma alternativa de adquirir o bem de forma planejada. Para se ter ideia, as vendas de cotas tiveram crescimento de 37,3% (390,93 mil) no primeiro bimestre, segundo balanço da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). O volume de créditos comercializados chegou a R$ 74,68 bilhões, com o mesmo percentual das cartas (37,3%).
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Além disso, houve mais de 30 mil contemplações no período. O levantamento aponta ainda que, nos três primeiros meses deste ano, 1.159 consorciados-trabalhadores, participantes dos grupos de consórcios de imóveis, utilizaram parcial ou totalmente os seus saldos nas contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagar parcelas, quitar débitos, ofertar valores em lances ou complementar créditos, totalizando R$ 101,68 milhões, segundo o Gepas/Caixa.
Vale lembrar que, diferentemente do financiamento imobiliário tradicional, o consórcio não tem pagamento de entrada ou juros nas parcelas. Os interessados pagam a taxa de administração, o fundo de reserva e o seguro. As correções das prestações e do valor da carta de crédito para não perder o poder de compra acontecem anualmente por um índice de inflação como o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). E as contemplações acontecem por meio de sorteios e lances, neste caso, para ter o bem mais rápido. O FGTS pode ser usado, desde que a pessoa cumpra as regras do Conselho Curador do Fundo, entre elas não ter imóvel próprio e ter, pelo menos, três anos de carteira assinada consecutivos ou não.
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